terça-feira, 21 de agosto de 2012

23 ANOS SEM RAUL SEIXAS, PAI DO ROCK BRASILEIRO.


TRIBUTO A RAUL SEIXAS:

Raul Seixas no auge do seu sucesso - Década de 70


No dia 21 de Agosto de 1989, exatamente há 23 anos, morria o Profeta do Rock Nacional. Então, se você é fã de Raul Seixas, assim como eu que, além de curtir, se encantar com as suas baladas, canções, baião e rock 'roll, resolvi ir bem mais fundo, colecionar discos, vídeos, objetos, camisas, etc...
Certo dia, em 2009, o acaso presenteou-me a oportunidade de falar com uma das filhas de Raul Seixas, a Vivian Seixas, para que a nossa Banda Cover “OS Raulzitos” participassem de uma programação artística cultural que estava sendo preparado para comemoração dos 20 anos Sem Raul Seixas, Profeta do Rock Brasileiro, o que acabou não rolando por questões da nossa turma que trabalhava não poder se ausentar para se aventurar a um sonho maluco para alguns. As vezes a sorte bate a nossa sorte e não sabemos aproveitá-la.


ORIGEM:

Raul Seixas aos 2 anos de idade
Raul dos Santos Seixas, apelidado carinhosamente de Raulzito. Foi considerado pelos críticos da música popular brasileira como o Pai do Rock brasileiro, por ter criado a cara do rock nacional. Nasceu na Bahia, Salvador, no ano de 1945, filho de classe média, seu pai era engenheiro e sua mãe doméstica que dava tudo por aquilo filho míope e magricela.

Mãe e Filho - 1946


Mãe e Filho
INFÂNCIA:

Raul Seixas aos 11 Anos de idade (Primeira Comunhão)

 
Quando criança gostava de ler e escrever as suas próprias estórias que quase sempre tinham como personagem “um cientista louco chamado Melo”, assim fazia gibis pintados com lápis grossos e os vendia para seu irmão de quatro anos e outros garotos da rua.  Na infância pensava em ser escritor e não músico, o que se tornaria mais tarde.


ADOLESCÊNCIA:

Raul Seixas aos 14 anos de idade.

Já adolescente gostava de ouvir as músicas de Luiz Gonzaga, Elvis Presley e Jerry Lee Lewis, onde o seu gosto musical começou a fervilhar desde cedo com a misturar rock e o baião, que resultou na musicalidade que conhecemos hoje. Quando garoto gostava de cantar as músicas de Luiz Gonzaga e dos ídolos latino-americanos que faziam sucesso na época. Jamais foi o tipo de buscar as músicas de raízes. Na verdade ele era um garoto inquieto que buscava muitas respostas existenciais através das músicas que cantava da sua própria imaginação. Pois muitas pessoas vivem o mesmo Drama que ele: De onde vim? Para onde vou? Quem me pôs aqui?
Era com seu pai que se identificava, passava horas e horas nas leituras de livros de aventuras e mistérios da vida como: Dom Quixote, O Tesouro da Juventude e o Livro dos Por quês? Foram à base do seu intelecto criativo. Aos 12 anos de idade o menino se transformou. Os botões da camisa já não tinham mais utilidade, as calças já eram rascadas, os cabelos longos. Ele acabava de ser possuído pelo vírus do rock Raul de Bill Halley e seus Cometas, pela voz do roqueiro Litle Richard e pelos requebrados de Elvis Presley.


PRIMEIRA BANDA DE BAILE:


Em 1960 já era o líder de uma banda chamada “Raulzitos e OS Panteras”, que no seu auge chegou a ser o conjunto de baile mais famoso e mais caro da Bahia, capital, Salvador, tornava-se pequena para o grande sucesso do grupo, que já fazia muitos shows em clubes, cinemas e no Teatro Vila Velha. E muitos artistas da Jovem Guarda eram acompanhados pelo conjunto Raulzitos e Os Panteras, em seus em shows na Bahia e no Nordeste.


 
PRIMEIRA BANDA DE ROCK:


Conjunto "Os Relampagos do Rock"



Em 1962 Raul Seixas montou o seu primeiro conjunto de rock: Os Relâmpagos do Rock, mesmo com um governo militar que espalhava o terror na liberdade de expressão, onde quase tudo na arte era censurado.



RAUL SEIXAS NO RIO DE JANEIRO:

Jerry Adriani com violão e o Conjunto Raulzitos e Os panteras

Em 1967, incentivado pelo seu compadre Jerry Adriano, deixou Salvador e parte para o Rio de Janeiro, com seu conjunto em busca de um reconhecimento nacional. E a cidade maravilhosa tornava-se um sonho do grupo que já era mais maduro e tinha um rock mais elaborado.
No Rio de Janeiro começou a trabalhar como produtor de disco na CBS. E nessa época muitos artistas gravaram músicas suas como: Jerry Adriano, Reginaldo Rossi, Baltazar, The Feveres, Renato e Seus Blue Caps e tantos outros;



PRIMEIRA GRAVAÇÃO FRUSTADA:

Raulzito

Nessa mesma época resolveu gravar um disco, escondido dos diretores da gravadora CBS, que durante os intervalos de trabalho saiam para as refeições. E por baixo dos panos Raul Seixas começava a preparar o seu próprio disco intitulado: Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez. Mas para sua surpresa, certo dia um dos seus diretores chegou mais certo no estúdio e descobriu tudo. Por isso o seu plano foi todo por água abaixo, acabando despedido da CBS, hoje atual Sony Music.
Raulzito e Os Panteras

Este episódio quase acaba a carreira artística de Raul Seixas e o Conjunto, Raulzitos e Os Panteras. Ainda no Rio de Janeiro muitas gravadoras fecharam as portas para Raul Seixas e Os Panteras. Mas finalmente, a gravadora Odeon resolveu dar uma oportunidade. E lá gravaram um disco que acabou não vendendo muito bem e que desmotivando Raul Seixas e Os Panteras que sem grana retornaram a Bahia, onde ficou um bom tempo pensando como tentar outra vez.


1º COMPACTO GRAVADO:

 

Em 1972 Raul Seixas resolve inscrever-se no Festival Internacional da Canção promovido pela TV Globo, onde se classificou com a música Let Me Sing Me Sing. Mas o sucesso só viria em 1973 quando lançou o compacto, Ouro de Tolo que estourou nas vendagens em todo Brasil.


1º ENCONTRO COM PAULO COELHO:


Depois deste sucesso nacional foi contratado pela Polygram onde gravou o Disco (LP) Krig-Há Bandolo! E foi nessa época que Raul Seixas conheceu o escritor Paulo Coelho em 1973 e juntos fizeram belíssimas músicas, ainda hoje consagrada do grande público, uma parceira com vários sucessos brasileiros;


 
ERA DA DITATURA MILITAR:




Nos anos 70 muitas artistas e conjuntos do estrangeiro faziam muitos sucessos no Brasil, era o chamado movimento “Contracultura” nacional, do qual o rock era parte ativa. E muitos conjuntos como The Betlhes, Rolling Stones, Elvis Presley, já influenciavam o gosto da juventude brasileiro, desde os anos 60 até os anos 70 com muitas baladas românticas e rock-roll.


Por isso que Paulo Coelho e Raul Seixas resolveram montar um grupo chamado de Sociedade Alternativa com fundamentos esotéricos baseado na filosofia de Aleister Crowley para contrapor em defesa da música brasileira, em especial o rock nacional.

EXPULSÃO DO BRASIL:


Em 1973 Raul Seixas se apresenta no Festival Hollywood Rock ao lado de Arnaldo Brandão, contrabaixista do Grupo os Mutantes e durante sua apresentação leu um texto sobre a Sociedade Alternativa.  O fato é que, o Brasil vivia uma plena ditadura militar e o resultado é que ele foi chamado de subversivo pelos agentes federais. O agito com a leitura do texto Sociedade Alternativa foi tanta que motivou uma intimação sua junto a Polícia Federal para dá explicações sobre o texto lido. O resultando disso é que acabaram sendo expulsos do país pelo Governo Médici. Ao serem repreendidos pelo governo militar foi exilado. Por isso foram morar nos Estados Unidos, em Nova Iorque.


 
ENCONTRO COM JOHN LENNON EM 1974:

John Lennon e Raul Seixas - 1974
Certo dia, em Nova Iorque, o destino o levou a uma entrevista coletiva a imprensa que John Lennon daria a mídia americana. E lá, Raul Seixas fez um protesto como exilado político do Brasil que chamou a atenção dos Ex-Bethle John Lennon e da imprensa americana. A partir daí criou-se uma grande amizade entre Raul Seixas e John Lennon e Raul Seixas passou a ter a porta aberta da casa de John Lennon, a partir daí passaram a conversar sobre muitas coisas, principalmente quem eram os donos do mundo?
 
Este fato foi notícia em toda mídia americana, o que também despertou a atenção da mídia nacional que divulgou matéria sobre a amizade de John Lennon e Raul Seixas. A partir daí as coisas no Brasil começaram a melhorar para Raul Seixas em razão dos grandes elogios de John Lennon sobre a musicalidade de Raul Seixas.

RETORNO AO BRASIL:


Em 1974 consegue retornar ao Brasil a convite de algumas gravadoras que influenciaram junto ao Governo Federal. Mas antes de firmar contrato com qualquer gravadora fez uma exigência que antes estavam entaladas na sua garganta: Só assinava o contrato com qualquer gravadora, se fossem para gravar o disco intitulado – “Coletânea 24 Maiores Sucessos da Era Rock”, agora com o nome 20 anos de Rock, e com os créditos para Raul Seixas. Então a gravadora Philips submeteu-se a estes termos e assinou contrato com Raul Seixas.


GRAVAÇÃO DO DISCO GITÁ E OUTROS:


No mesmo ano gravou o disco GITÁ, o sucesso foi tanto que chegou ao Disco de Ouro, indo algumas músicas parar trilhas da novela, o Rebu. Depois vieram outros discos que fizeram também muitos sucessos como os LPs: Novo Aeon e Há Dez Mil Anos Atrás. Em 1976 marcar a era do fim da parceria de Paulo Coelho com Raul Seixas que passou a ter outros parceiros em suas composições.


Em 1980, Raul Seixas surge nas paradas com as músicas Plunct Plact Zum que caiu como uma luva para o público infantil e adolescente, e o Rock das Aranhas que agradou de cheio os antigos fás desse artista. E nessa época já era um grande dependente das bebidas alcoólicas e das drogas o seu maior inimigo;


CASAMENTOS:

Raul Seixas e sua 5ª esposa e última, Kika Seixas
Raul Seixas e a Filha Vivian

Teve cinco mulheres e três filhas. E com o fim dos seus casamentos enfrentou uma das piores fases da sua carreira. Depressão, humilhações, enfermidades física e mental, quase não davam para distinguir o que era causa do que era efeito.

Filha de Raul Seixas


Filha e Esposa de Raul Seixas.
Ainda na década de 80 lançou Sete Lps e promoveu grandes shows musicais investindo muito na divulgação dos elepês. Como resultado lhe valeu vária “torneis” pelo sul e sudeste do Brasil.


SAÚDE:


Os sucessos dos seus discos tocados nas rádios eram tantos e mesmo assim não modificava o seu ego. Raul Seixas era débil de saúde. A depressão e a pancreatite faziam com ele andasse por diversas clínicas. Tal situação justificava suas constantes aparições e desaparições do mundo artístico.

 
Raul Seixas hospitalizado
Nos momentos em que se via distante do seu público, podia avaliar o quanto influenciava gerações com sua música. E quando se apresentava para grandes plateias, Raul Seixas, era como se fosse um espectador de si mesmo, tinha a dimensão do seu valor artístico.


STRESS:


Em razão de sua pancreatite, passou a ser um artista de relacionamento muito difícil segundo alguns amigos mais próximos. E acabou brigando com André Midani, produtor musical da gravadora WEA e velho amigo desde a época de sua entrada na Phillips, em razão da música “Por que os Sinos Dobram” não ter tocado bem nas emissoras de rádios, o que responsabilizou o amigo por este episódio.


Raul Seixas produziu bons trabalhos como o disco “Nova Aeron” (1975), Metrô Linha (1983), “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!” (1987) e A Panela do Diabo, título esse colocado no disco porque certa vez pastores e evangélicos foram protestar na portaria do Teatro Thereza Raquel no Rio de Janeiro, dizendo aos público que vinha assistir o novo show do artista que Raul era o anti Cristo, e Raul pra se vingar colocou o nome no próximo disco de Panela do Diabo (1989). Sendo este o último disco em parceria com o roqueiro Marcelo Nova.  Porém, o cantor enfrentou problemas de alcoolismo nos últimos anos da década de 80, o que levou a falecer com apenas 44 anos, vítima de pancreatite aguda.

MORTE:

Finalmente, às 7 horas da manhã do dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos de idade foi surpreendida por sua grande rival, a pancreatite que lhe provocou uma parada cardíaca. Seu corpo foi encontrado na própria cama, às 9 horas da manhã, pela sua empregada doméstica, em seu apartamento, no Edifício Aliança, Centro de São Paulo.






VELÓRIO:


            A imprensa falada, escrita e televisada deram a notícia de sua morte e logo um grande número de fãs correram ao Palácio das Convenções do Anhenbi, onde estava sendo o velado do seu corpo e depois seguia para Salvador, onde foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade.

Fãs durante o velório de Raul Seixas


Assim partia desta vida “o Maluco beleza” e com ele o Raulseixismo que também poderia ter findado. Mas, a exemplo de todos os ídolos que marcam época, Raul Seixas deixou saudades e um grande número de admiradores. O homem se vai, mas sua obra artística fica no íntimo daqueles que como as sementes ficam pronta a germinar o seu fruto.




UM INVESTIGADOR DO MUNDO:

Raul Seixas foi um viajante permanente. Viajou por todas as religiões, seitas, política e pela filosofia, embora desde criança já desconfiasse da verdade absoluta. Foi como ele próprio dizia: Um investigador do mundo; uma metamorfose ambulante com uma opinião formada sobre tudo.

Deixou 21 LPs, dezenas de compactos, um livro intitulado: As Aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor e as reedições de suas músicas hoje são feitas através de CDs, onde seus trabalhos sempre vendem entre 100 e 250 mil cópias anuais, mesmo após a sua morte. Raul Seixas é considerado um dos maiores músicos brasileiros, com uma enorme quantidade de fã-clubes.



PRINCIPAIS DISCOS (LP) DE MINHA COLEÇÃO:



1.      Raulzito e Os Panteras – (1968);

2.      Sociedade da Grã Ordem Kavernistas (1971);

3.      Kring-há Bandolo (1973);

4.      Gitá (1974);

5.      20 Anos de Rock (1975);

6.      Novo Aeron (1975);

7.      Há 10 Mil Anos Atrás (1976);

8.      O Dia em que a Terra Parou (1977);

9.      Raul Rock Seixas (1977);

10.  Mata Virgem (1978);

11.  Por que Os Sinos Dobram (1979);

12.  Abre-te Séssemo (1980);

13.  Carimbador Maluco (1983);

14.  Metrô Linha 743 (1984);

15.  Let Me Sing Rock N'Roll (1985);

16.  Uah-Bap-Lu-Bap-Lan-Buin-Bun! (1987);

17.  A Pedra dp Gênesis (1988);

18.  A Penela do Diabo (1989).


Observação: Depois de sua morte as editoras Polygram, Eldorado e Som livre, lançaram várias CDs Coletânea com grandes sucessos da carreira artística de Raul Seixas, mais preferi não relacioná-los nesta matéria, cujas músicas já estão contempladas nos discos acima relacionados.


REDAÇÃO: Tadeu Patrício.







sexta-feira, 17 de agosto de 2012

35 ANOS SEM O PAI DO ROCK, ELVIS PRESLEY.

Elvis Plesley, Pai do Rock Mundial

COMENTÁRIO:


Lembro-me como hoje, há 35 anos ouvia pelo rádio o anuncio da morte de Elvis Presley, um dos maiores astros americano, considerado o pai do Rock'n and Roll. Mas na condição de arte educador quero convidar amigos, estudantes e outras categorias, a fazerem uma viagem na história de vida de Elvis Presley, a quem reservo minha admiração, reconhecendo o talento musical, sua qualidade vocal, e principalmente sua interpretação e performance no palco.

Assim como o Rei do Baião, o Rei do Rock também tocava sanfona.
Após estudar a trajetória artística de Elvis Presley e Luiz Gonzaga muita coisa em comum pude observar nessas duas majestades. Exemplos: na musicalidade, rock e no baião podemos observar que o swing e a levada nos dois ritmos são muito parecidos; Tanto Elvis Presley como Luiz Gonzaga costumava falar enquanto tocava uma música. Foi no dia 21 de Junho de 1977 que Elvis Presley fez sua última aparição em público em Los Angeles. Também foi no dia 21 de Junho de 1989 que Luiz Gonzaga fez sua última aparição em público no Recife/PE. Foi no mês de Agosto que as duas majestades faleceram, Elvis Presley no dia 16/08/77 e Luiz Gonzaga no 02/08/89. A vestimenta de Elvis com aquelas roupas tipo espaço sideral, era inspirada  no personagem de um gipi, o Capitão Marvel Jr. que ele idolatrava quando garoto. Já Luiz Gonzaga, inspirado pelo sanfoneiro catarinense Pedro Raimundo, que tocava música da sua região com roupas típicas de gaúcho, Luiz Gonzaga mudou seu visual. Passou a se apresentar vestido de vaqueiro nordestino, tendo como modelo a indumentária o chapéu do cangaceiro Lampião, personagem por ele idolatrado quando garoto. Daí em diante este visual se fixou como imagem emblemática do artísta, acompanhando de sua inseparável sanfona branca e o Elvis de sua guitarra. É nestes relatos que podemos ir observando as relações entre o Rei do Rock e o Rei do Baião. Mas deixemos as casualidades a parte e vamos conhecer um pouco da história de vida do grande fenômeno do rock americano.

 
A Mãe, Gladys Smith, o Pai, Vernon Presley e o pequeno Elvis.

ORIGEM:


Nasceu no dia 08 de Janeiro de 1935, às 04:35 horas da manhã, sob circunstância muito pobre em uma humilde casa na cidade de East Tupelo, Estado do Mississipe. Foi sobrevivente de um difícil parto de gêmeos, aonde seu irmão idêntico Jesse Garon nasceu morto. Depois deste traumático parto sua mãe Gladys não pode mais engravidar e ter filhos. Elvis viria a ser então o único filho do casal Vernon Presley (que era pintor de casa) e Gladys Smith Presley (que era operária de uma fábrica de roupas). Seu nome completo era Elvis Aaron Presley. Foi um dos mais populares cantores de Rock’n and Roll de todos os tempos. É considerado por muitos o pai deste ritmo musical.

Elvis Presley aos 06 anos de idade.

CRENDICE:


Desde cedo, a mãe incutiu na cabeça do filho que quando um de dois gêmeos morre, o que sobrevive herda toda a força do que se foi. No respeito à crença da mãe, Elvis adotou a personalidade dos seus pais. Por outro lado, Elvis sempre acreditou que poderia se comunicar com seu irmão Jesse Garon, e assim pensava fazê-lo (ou realmente o fez) durante várias ocasiões até seus últimos dias de vida. Não raro, quando criança, Elvis ia até o pequeno túmulo de Jesse Garon em um cemitério de Tupelo e ficava ali sentado por horas “Conversando” com seu irmão. Ás vezes Elvis ia até um lago vizinho ao cemitério e ficava conversando com seu próprio reflexo, como se fosse com o próprio irmão.   
  

O Casal Vernon Elvis Presley e Gladys Smith Presley

 RELIGIOSIDADE:

Elvis aos 12 anos de idade


Nos primeiros anos que o jovem ia crescendo na cidade de Tupelo, Elvis foi sendo influênciado pelo ambiente da música onde vivia, assistindo os cultos da Igreja Pentecostal de sua cidade. O pastor Frank Smith tocava violão durante os cultos. E nas horas vagas ensinava Elvis a tocar violão. Assim aprendeu a gostar das canções gospel que eram cantadas na igreja.
 
No rádio, a família Presley ouvia música country e os cantores de Tupelo e o Mississipi Slim que Elvis adorava. Assim, em sua juventude também foi influencido pela música country e com o blues (típico da região sul dos Estados Unidos). Estes ritmos musicais marcaram a formação musical de Elvis Presley.
 
Em 1947, Elvis foi com a mãe a Loja em Tupela Hardware comprar um presente para o seu aniversário de 11 anos. Ele podia comprar um violão por $ 12,95 (dólares), com o dinheiro que tinha, mas não era o que ele tinha em mente para comprar. Queria comprar uma arma (um rifle) que custava $ 22,00 (dólares), e sua mãe disse não, que era muito perigoso. Então, Elvis ficou muito zangado. Então o homem que estava atendendo surgeriu-lhe um violão. Mostrou o violão ao jovem, e Elvis disse: "você não vai me convencer". Sua mãe disse: Filho pegue este instrumento, porque você não tem $ 22,00 (dólares) para comprar uma arma. Não tem o suficiente, se comprar o violão e aprender a tocar poderá ser famoso um dia. E assim ele o fez. O violão foi um dos poucos luxos que o jovem Elvis pode ter, já que a situação financeira dos pais não era muito boa e a família precisava economizar para garantir a sua sobrevivência.


JUVENTUDE:



Elvis Presley










Na adolescência Elvis aprendeu a tocar guitarra e chegou a ganhar um concurso de jovens talentos musicais em sua cidade. Mas a música ainda não gerava renda e ele precisava, em função da situação financeira da família, trabalhar.





PRIMEIRO EMPREGO:

 


Elvis lanterninha do cinema (foto abaixo).

Em 12 de setembro de 1948, sua família muda-se para Memphis, Tennessee. De família pobre começou trabalhando logo cedo. Seu primeiro emprego foi trabalhando como porteitro e lanterninha de cinema e depois de caminhoneiro (dirigia o que chamamos de camionete modelo 54). Em 1953, concluiu seus estudos secundários.


Cinema onde Elvis trabalho de lanteninha


INÍCIO DA CARREIRA:



Em 1953, enquanto gravava algumas músicas para o aniversário da mãe, chamou a atenção de Sam Phillips, proprietário de estúdio musical e dono do selo de discos Sun Records.

Primeiras gravações de Discos - Década de 50


CARREIRA PROFISSIONAL:

Já em 1954 começava a gravar suas primeiras músicas, iniciando sua carreira profissional. Em Julho de 1954, duas músicas de Elvis (“Take” e "Blue Moon of Kentucky”), que compunham seu primeiro disco intitulado Single, que começou a tocar nas rádios de Memphis. O sucesso foi imediato e espalhou-se por outras cidades rapidamente. Em 17 de Julho, Elvis faz seu primeiro show na cidade de Memphis.


CONTRATO PROFISSIONAL:



Em 1955, seu contrato musical passa para um novo selo a RCA. Em 1956, o sucesso de Elvis passa a ser internacional e o cantor é considerado um fenômeno de sucesso e venda de discos.


CINEMA:



Além da música, Elvis também atuou no cinema fazendo grande sucesso. Seus filmes eram recheados com canções de sucesso e levavam milhões de pessoas as bilheterias de cinemas do mundo todo. Seu primeiro filme foi “Love me Tender” de 1956. Nessa época faz grandes  apresentações internacionais, encantando e escandalizando as plateias, com sua maneira exagerada de rebolar.

Primeiros shows musicais


ALISTAMENTO NO EXÉRCITO:



Coletiva a imprensa sobre sua convocação ao exercíto americano

Em 1958, aos 23 anos é convocado para servir o exército. Foi o corte de cabelo mais fotografado em todo mundo. Mas no dia 14 de Agosto, morre sua mãe e ele sentiu foi a sua morte. Em Outubro é transferido para uma base militar dos Estados Unidos, na Alemanha Ocidental, onde fica até Março de 1960. Lá conhece a pequena Priscilla de 14 anos com quem se apaixona, mas ela era filha do seu Capitão. Ao sair do exército sua carreira musical voltou com toda força.



VOLTA AOS PALCOS:

De volta a sua cidade, retorna aos palcos e marca com sua apresentação no programa The Frank Sinatra Show, onde com suas roupas extravagantes, realiza uma de suas melhores apresentações. Nos anos 60, Elvis era um dos maiores ídolos da música internacional. Volta a gravar e participa de vários filmes, entre eles: "Fun in Acapulco"(1963) e "Viva Las Vegas"(1964).

Elvis retorna aos palcos e enlouquece multidões.

CASAMENTO:


No dia 1 de Maio de 1967, casa-se com Priscilla Presley, em Las Vegas. No dia 1 de Fevereiro de 1969 nasce a filha Lisa Marie Presley. Depois de oito anos afastado dos palcos, Elvis volta em 1969, a se apresentar em Las Vegas, em várias temporadas. Grava novo disco, e as músicas “Suspicious Minds”, “In the Ghrtto”, despontando nas paradas de sucessos. Em 1970, Elvis volta aos palcos, com grandes apresentações, onde bate todos os recordes de públicos. Com seu rebolado provoca reações histéricas nas plateias adolescentes. O movimento que executa com os quadris, ao dançar, valeu-lhe o apelido de “Elvis the pélvis”. Em Janeiro de 1973, separa-se definitivamente de Priscilla Presley.



Prescilla e Elvis, Casaram-se em 1 de Maio de 1967


O Casal e a filha Lisa Marie

CARISMA POPULAR:


O estilo de Elvis era contagiante e fazia admiradores em todas as faixas etárias e classes sociais, embora fosse condenado pelos conservadores, que o consideravam um atentado aos bons costumes. Elvis dançava e requebrava com sua guitarra, num estilo empolgante e revolucionário para a época. Isso era o elemento novo que o artista Elvis trazia para o mundo da música e assim influenciou gerações. O Rock’n and Roll foi além da música, foi também um movimento de modismo e por isso influenciou muitos artistas no Brasil, a exemplo: Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Jerry Adrianni, Eduardo Araújo, Reginaldo Rossi e tantos outros.


SAÚDE:



Elvis na época da depressão
Os anos 70 não foram tão bons para o ídolo do rock, embora o sucesso continuasse a todo vapor. Nessa época o Presidente Nixox dos Estados Unidos, fez dele um Agente de combate as drogas no mundo dos espetáculos. Mas anos após enfrentou problemas pessoais, ficou doente de Glaucoma e problemas no Cólon, cuja medicação causou ganho de peso. Elvis ficou com depressão, perdeu seu visual, mas nunca a sua voz. Então passou a aparecer poucas vezes em público, permanecendo grande parte do tempo em sua mansão. Mesmo assim, o rei do rock realizou uma grande quantidade de shows. Sendo a última apresentação do cantor em Los Angeles, no dia 21 de Junho de 1977, quando Elvis despediu-se do público pela última vez após tocar no piano a música: Unchained Melody.



Show da última apresentação em palco

MORTE:


Velório


Certo dia, Elvis Presley apareceu morto deitado no banheiro de sua casa em Glaceland. Morreu de um ataque cardíaco fulminante, em 16 de Agosto de 1977, em sua mansão no Memphis (Tennesse). Atribuem-se seus problemas de saúde, inclusive sua morte, ao uso exagerado de barbitúricos, tipos de drogas que tomava para dormir, relaxar e ter resistência física, mas ele exagerava nas doces de Anfetaminas e Dexedrina. Apesar de ser advertido pelos amigos mais próximos, costumava não dá ouvido. Então disseram: "como advertir um homem 42 anos?" Sua carreira musical durou apenas 23 anos.
Sepultamento do Rei do Rock Mundial

Cemitério onde Elvis Plesley foi sepultado

Abaixo estão selecionados 17 Grandes Sucessos do Rei do Rock'I Roll, Elvis Presley, que recomendo ouvi-las:
 
1. Love me tender;
2. Always On My Mind;
3.  Can't Help Falling In Love;
4.
Suspicious Minds;
5. My way;
6. Jailhouse Rock;
7. Unchained Melody;
8.  Bridge Over Troubled Water;
9. A Little Less Conversation;
10. It's Now Or Never;
11. Only You;
12. Hound Dog;
13.  That's All Right, Mama;
14.  Blue Suede Shoes;
15. Burning Love;
16.  Sweet Caroline;
17. Kiss Me Quick;



REDAÇÃO: Tadeu Patrício, agente cultural.

 
Vídeo: Música - Teddy Bear (1957)


Vídeo: Love Me Tender (1970)
 
 
 
Vídeo: Música - Live My Way (1973)     
 
Vídeo: Música: Suspicious Minds (1973)  
 


domingo, 12 de agosto de 2012

A QUEM INTERESSA O FECHAMENTO DA 7ª DELEGACIA DISTRITAL DE CABEDELO?

Foto tirada final de semana (Domingo às 10:00 h)


1.     (     ) Ao Governo do Estado?

2.     (     ) Aos Transgressores da Lei?

3.     (     ) Aos Servidores da Sec. da Segurança Pública e Defesa Social?

4.     (     ) Aos Policiais?

5.     (     ) Ao Cidadão?

6.     (     ) Ou que outra questão implicaria nessa decisão?

COMENTÁRIO:


Desde o dia 01 de agosto do corrente ano que, a 7ª Delegacia Distrital de Cabedelo, encontra-se funcionando apenas de segunda à sexta-feira, com plantão das 08:00 às 18:00 horas, ou seja, no horário apenas comercial. Nos Sábados, Domingos e Feriados, qualquer ocorrência, o cidadão comum terá que se dirigir até a 12ª Delegacia Distrital de Manaíra, na capital – João Pessoa para registrar o seu BO (Boletim de Ocorrência).


Cadê o Governador que não vê isso?


Cadê os Deputados Estaduais votados em Cabedelo?



Cadê o prefeito dessa cidade?



Cadê os vereadores de Cabedelo?



Cadê a mobilização da sociedade?


Deixe sua opinião neste blog para contribuir com a reivindicação junto aos órgãos competentes para reabertura e pleno funcionamento da Delegacia Distrital de Cabedelo no plantão NOTURNO TODOS OS DIAS DA SEMANA. E que se tenha estrutura de funcionamento para que os Servidores da Segurança Pública e Defesa Social possam atender bem e com respeito o cidadão que precisa deste serviço.

Redação: Tadeu Patrício, agente cultural.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

MISSA DE AÇÃO DE GRAÇA PELOS 23 ANOS DA MORTE DE LUIZ GONZAGA, REI DO BAIÃO.


Nesta quinta-feira, 02 de agosto, foi realizada na Igreja de São Pedro, no Recife, a missa pela celebração dos 23 anos da morte do compositor Luiz Gonzaga, Rei do Baião, Várias pessoas se espremiam na paróquia para participar da cerimônia conduzida pelo Padre Luisinho.

Após a missa, realizou-se o evento da comemoração dos quatro anos da Fundação Memorial Luiz Gonzaga, responsável pela organização da programação alusiva ao mestre Luiz Gonzaga composto, além da missa, lançamentos de livros Homenagens especiais ao eterno Rei do Baião e shows musicais de eternos amigos e admiradores de Luiz Gonzaga.

Toda liturgia foi conduzida em poesia de cordel. No altar, seis sanfoneiros e cantores como Maciel Melo, Santanna, Ed Carlos e Claudionor Germano lembraram sucessos eternizados na voz do Rei do Baião: Padre sertanejo, Súplica cearense, Meu Pajeú, Luar do Sertão.

Durante o ofertório, como é feito na Missa do Vaqueiro de Serrita, foram levados ao altar sanfona, gibão, chapéu de couro, discos e fotografias de Luiz Gonzaga. O público acompanhou a cerimônia batendo palmas e cantado as músicas ao lado do Padre Luisinho.

Do lado de fora, um telão mostrava a missa para quem não conseguiu entrar na Igreja. “A celebração foi linda, toda cantada em versos, condizente a estética da música de Luiz Gonzaga. Nesses 23 anos de sua morte ficou uma ausência e isso está sendo preenchido pelos seus discípulos e pelo próprio Memorial Luiz Gonzaga que mantém viva a sua memória”, afirmou o cantor e compositor Maciel Melo.

Ao fim da missa, todos os presentes cantaram Asa Branca em homenagem ao Rei do Baião. “O convite de participar me honrou, no entanto a maneira como a missa foi configurada é de encher os olhos, o coração e ouvido”, completou Santanna.

Enquanto todos saíam da paróquia, Ronaldo Aboiador já estava no palco montado no Pátio de São Pedro. Trio Nordestino, Santanna, Terezinha do Acordeom, Cristina do Amaral, entre outros forrozeiros para prestar suas homenagens em nome da cultura nacional.

Observação: Missa de ação de graça pela alma de Luiz Gonzaga, que aconteceu debaixo de um Pé de Juazeiro.