domingo, 16 de março de 2014

PROJETO - CARNAVAL TRADIÇÃO NA ESCOLA ESTADUAL PADRE HILDON BANDEIRA




O Projeto do Carnaval Tradição da Escola Estadual Padre Hildon Bandeira, situada a Rua Caetano Filgueiras, s/n – Torre – João Pessoa, surgiu no planejamento escolar quando o arte-educador Tadeu Patrício, propôs à direção da escola e demais colegas professores presentes no planejamento à realização de uma atividade pedagógica para que o aluno pudesse conhecer, pesquisar a origem e o desenvolvimento da mais antiga festa popular da humanidade, o carnaval, além passar momentos agradáveis com os colegas na escola brincando e cantando antigas marchinhas carnavalescas, frevo e o samba brasileiro. Todos os professores ficaram na responsabilidade de assumir uma atividade pedagógica dentro do projeto, cabendo aos professores apoiar e orientar os seus alunos nas pesquisas já que todas as turmas tinham um tema a ser trabalhado sobre a contextualização histórica do carnaval, desde a antiguidade até os carnavais dos tempos de hoje com apresentações de músicas e danças carnavalescas, exibição de vídeos, exposição de adereços e standard, ornamentação das salas e um lanche especial para os alunos. 

TEMAS TRABALHADOS PELAS TURMAS:

1.  Carnaval na Antiguidade (1ª Ano A)
2.  Carnaval na Roma Antiga (1ª Ano B)
3.  Carnaval na Grécia Antiga (1ª C)
4.  Carnaval na Idade Média - Desenvolvimento (1ª D)
5.  Carnaval na Idade Média – Proibição da Festa (1ª E)
6.  Chegada do Carnaval no Brasil (1ª F)
7.  Carnaval em João Pessoa – Muriçocas do Miramar (1ª G)
8.  A História do Samba que acontece nos Botecos (2ª Ano A)
9.  Unidos da Tijuca – Campeão do Carnaval 2014 - Rio de Janeiro (2ª Ano B)
10.     A História do Samba e seus Grandes Compositores (2ª Ano C)
11.     A História do Frevo (3ª Ano A & B)
12.     Os Grandes Compositores do Frevo (3ª EJA).

Observação: 

Agradecimentos a todos professores e professoras que se envolveram nesta atividade
pedagógica sobre a contextualização histórica do carnaval, o samba e o frevo.


TURMA DO 1ª ANO (A) – TEMA: CARNAVAL NA ANTIGUIDADE

Na antiguidade existiu uma festa popular denominada de AGRÁRIOS que era desenvolvida pelos povos pagãos. De acordo com pesquisadores há registros que indicam que esta festa ocorreu por volta de 8.000 anos a.C. Desde então corpos e rostos eram pintados de cinzas, carvão e outras tintas extraídas das plantas para que homens e mulheres se pintassem. Também se enfeitavam com máscaras, peles de animais e penas de aves domésticos e selvagens para participarem do culto chamado de AGRÁRIOS onde se celebrava a fartura da agricultura. Seus participantes percorriam em cortejos por vilas e cidades do mundo antigo, batucando e provocando um grande alarido, mela-mela em todos que encontravam pela frente. Neste culto de louvor dedicado as forças sobrenaturais, acreditavam que a algazarra e a gritaria serviam para espantar os maus espíritos, os demônios existentes para poderem alcançar prosperidade.





TURMA DO 1ª ANO (B) – TEMA: CARNAVAL NA ROMA ANTIGA

Os romanos eram politeístas e adoravam vários deuses, um deles chamava-se Saturno, deus da agricultura e nos dias dedicados a ele havia música, danças, alegria, bebedeira, comilança, máscaras, mela-mela e libertinagem.
Os romanos se apossaram desta cultural antiga e uniram parte dos rituais dos cultos agrários às festas saturnais que tinham o mesmo objetivo, sendo orgíacas por natureza. Durante os festejos as regras sociais e as restrições morais eram liberadas. Todas as atividades de trabalhos eram suspensas e até os escravos podiam participar da brincadeira.
Segundo o historiador inglês Richard Courtney “Os romanos quando realizavam a Festa da Saturnália, escolhia entre seu povo um soldado ou escravo que era eleito rei momo”. E durante 30 dias se festejava, percorrendo um longo cortejo por vilas e cidades. No final da festa ele era sacrificado com a morte no altar do deus saturno.





TURMA DO 1ª ANO (C) – TEMA: CARNAVAL NA GRÉCIA ANTIGA

Na Grécia antiga havia também uma festa semelhante à festa romana denominada de saturnália. Mas a festa grega era uma Consagração ao deus Dionísio. Os gregos festejavam a sua festa pagã comemorando no altar consagrado ao deus Dionísio. Para os gregos, Dionísio era o deus das árvores, dos frutos, do vinho, da embriaguez e do entusiasmo, em sentido material e espiritual de transe e do êxtase, tornando a festa uma verdadeira orgia.
Nas festas pagãs, tanto os gregos como romanos acendiam fogueiras em louvor ao sol, a lua, a chuva, pedindo sempre o seu retorno e dançavam em redor do fogo. Neste festejo pagão os homens se transformavam e se transfiguravam com as suas máscaras, fantasias e revestidos de peles de animais e penas de aves. Á noite se reuniam sob a luz de tochas e fogueiras promovendo grandes alaridos acompanhados de muita música com sons de batuques, flautas e outros instrumentos musicais. Nesse ritual era costume sacrificar um animal cujo corpo era despedaçado, devorando a carne pelo povo presentes no festejo. Em seguida percorriam em cortejo as principais vilas e ruas das cidades gregas.






TURMA DO 1ª ANO (D) – TEMA: CARNAVAL NA IDADE MÉDIA – DENOMINADO PERÍODO PREPARATÓRIO 

As primeiras festas realizadas pelos povos pagãos eram chamadas de AGRÁRIOS E SATURNÁLIA, mas sofreram modificações e com o passar dos tempos foram denominadas de CARNAVAL, palavra originária do latim que significa “CARNE LEVARE”, ou seja: “Levar a carne por vilas e ruas do antigo mundo”.
Desde então, o carnaval é uma festa muito popular, ou seja, é um festejo do povo para o povo, marcado por entusiasmo, alegria, batuques, muita bebida, nudez, fantasias, máscaras, mela-mela e libertinagem.
É uma festa muito popular e tem uma força cósmica, sobretudo as categorias mais abrangentes, sem preconceitos, onde homem branco se mistura com o homem preto, o rico com o pobre, a vida em oposição à morte, a alegria em oposição à tristeza.
De fato, o ciclo carnavalesco acabou sendo definido como “Período preparatório da penitência e arrependimento do homem em seus pecados.” Enquanto que a Quaresma é um ciclo onde o comportamento do homem deve ser marcado por jejum e pela abstinência da carne, onde os excessos da humanidade devem ser controlados.








TURMA DO 1ª ANO (E) – TEMA: CARNAVAL NA IDADE MÉDIA – CONHECIDO COMO PERÍODO DA PROIBIÇÃO 

O carnaval é uma festa de origem profana e não religiosa. O curioso é observamos que a sua existência é mais evidente em países onde a maioria da população é católica.
O Ciclo carnavalesco tem início logo após o dia 06 de janeiro quando se comemora a visita dos três reis magos ao menino Jesus na manjedoura em Belém e vai até a semana santa finalizando no domingo de Páscoa.
Na idade média após o Dia de Reis, dava-se início ao festejo carnavalesco, onde os participantes como na antiguidade ficavam com o rosto pintado de cinzas ou carvão, e com muito entusiasmo, havia alegria, batuques, bebedeiras, nudez, fantasias, máscaras, mela-mela e libertinagem.
Após a quarta-feira de cinzas começava a QUARESMA para os católicos, ocasião em que o representante dessa igreja, o Papa anuncia uma grande mensagem de prosperidade e fraternidade entre todos os homens. E passando sete semanas dar-se início a Páscoa, grande festa cristã, conhecida como semana santa.
Durante vários anos governantes e os Papas Tertuliano, Cipriano e Inocêncio II, tentaram acabar com a festa do Carnaval, por causa da violência, das imoralidades, da falta de respeito e da desordem generalizada em torno desse festejo carnavalesco, mas não tiveram êxito.
Durante o Ministério do Papa Inocêncio II, a igreja finalmente conseguiu reformular os dias do carnaval diminuindo de 30 dias para apenas 01 dia de folia, ou seja, a terça-feira de carnaval. Também estabeleceu um calendário para a realização da festa do carnaval. E a partir de então foi divulgado por toda Europa.
Apenas na Inglaterra o povo queria que tudo fosse permitido como era antes, mas como eles não respeitavam ninguém, nem mesmo os templos religiosos, o Rei da Inglaterra e o Bispo da Igreja Católica, por volta de 1643 proibiram por vários anos a realização do carnaval naquele país.
Em todo mundo o carnaval sempre foi marcado pela presença de música, danças, nudez, fantasias, máscaras, entusiasmo e embriaguez.





TURMA DO 1ª ANO (F) – TEMA: A CHEGADA DO CARNAVAL NO BRASIL – PERÍODO DO ENTRUDO

No Brasil, o carnaval chega com esta denominação a FESTA DO ENTRUDO que foi trazido pelos nossos colonizadores europeus ainda no século XVI. A festa era apreciada até pelos membros da família real, sendo Dom Pedro I e Dom Pedro II grandes foliões entusiastas.
No início o carnaval tinha uma mistura de ritmos europeus, mesclados aos ritmos nativos e africanos. Ao longo dos anos o carnaval chegado da Europa foi se transformando ao estilo da cultura brasileira. Hoje o carnaval se manifesta em diversas formas conforme as regiões brasileiras.
No carnaval do Brasil podemos observar ainda a presença de bonecos gigantes, papangus, ala ursas, resquícios tradicionais do período medieval onde tinha como objetivo espantar o medo que tinham dos demônios e monstros.
Nossas tradições carnavalescas vieram de países como, Portugal e Espanha, onde o carnaval era denominado de ENTRUDO, palavra de origem do latim que significa: PERVERTIDOS tendo características bastantes “Pervertidas”, pelo fato dos foliões lançarem ovos uns contra os outros, e outras coisas bem podres. Era o famoso mela-mela, característica marcante nos carnavais antigos e também nos carnavais do Brasil.
Os mais famosos carnavais do Brasil acontecem em cidades como, Rio de Janeiro com suas tradicionais marchinhas de carnaval e desfile de escolas de sambas no sambódromo, conhecido como Marques de Sapucaí, enquanto que em São Paulo as agremiações desfilam suas histórias cantadas no ritmo do samba na passarela do Sambódromo do Anhembi. Já no Recife e em Olinda o tradicional carnaval acontece com desfiles de Maracatus e de orquestra de frevos, além de bonecos gigantes e o maior bloco de carnaval do mundo, o Galo da Madrugada. Em salvador, Bahia, podermos destacar os Blocos de Afoxé, uma manifestação cultural com origem no candomblé com formação de grupos de consciência negro com valores e hábitos distintos de outros blocos de carnaval, além dos trios elétricos com seu ritmo musical de origem baiana que embala a multidão no carnaval da Bahia






TURMA DO 1ª ANO (G) – TEMA: O CARNAVAL EM JOÃO PESSOA – ORIGEM  DO BLOCO MURIÇOCAS DO MIRAMAR

As Muriçocas do Miramar é o maior bloco pré-carnavalesco de arrasto do mundo. O bloco ganhou as ruas de João Pessoa pela primeira vez em uma festa de aniversário de Thiago de Lima, no bairro de Miramar em 1986, numa brincadeira de um grupo de amigos convidados, formado por artistas, professores e jornalistas. Na mesma época João Pessoa ficava vazio devido à falta de carnaval na cidade e no bairro do Miramar havia uma grande quantidade de muriçocas.

O aniversário de Thiago foi uma festa onde todos os convidados estavam fantasiados, o tema era Piratas e nela houve muitas brincadeiras e sorteios. Não faltou muito para que todos saíssem pelas ruas fazendo barulho e batendo em panelas e latas. Eram apenas 30 pessoas sendo conduzidas por uma carroça de burro com um pequeno som acoplado tocando frevos. Eram pessoas que saíam da capital paraibana durante o carnaval e queriam se encontrar antes dos festejos. No ano seguinte já havia estandarte e mais gente para participar da festa. Então os moradores saíram pelas ruas cantando frevos e batendo panelas, e o número de participantes chegava a 200 pessoas. No terceiro ano a participação popular já era de aproximadamente mil foliões, e hoje mais de 400 mil pessoas vão às ruas saudar o Bloco Muriçocas do Miramar.

O termo? Quarta-feira de Fogo? Foi criado pelo cantor e compositor paraibano Fuba, fazendo referência ao evento que acontece todos os anos uma semana antes da Quarta-feira de Cinzas. Todos os anos um artista paraibano confecciona o estandarte do bloco. Gente conhecida internacionalmente como Flávio Tavares, Alice Vinagre, Sérgio Lucena, Marlene Almeida, Sivuca e o jogar Huck já assinaram os estandartes que anualmente saem às ruas no dia do desfile. Esses estandartes permanecem expostos na sede da agremiação e fazem parte da história do maior bloco aberto de arrasto do mundo em carnaval de prévia.









TURMA DO 2ª ANO (A) – TEMA: A HISTÓRIA DO SAMBA NOS BOTECOS DO BRASIL
  
Esta turma fez a encenação do ambiente de um tradicional boteco existente na Lapa no Rio de Janeiro, ou de outra cidade que tenha o samba com enfervencência cultural de um povo. No boteco podemos observar mesas de jogos espalhadas pela sala, com bate-papo de pessoas da comunidade, outras bebendo e como não poderia faltar uma tradicional roda e samba, etc...













TURMA DO 2ª ANO (B) – TEMA: A TURMA PRESTOU UMA HOMENAGEM AGREMIAÇÃO CARNAVALESCA UNIDOS DA TIJUCA CAMPEÃO DO CARNAVAL 2014 NO RIO DE JANEIRO:











TURMA DO 2ª ANO (C) – TEMA: A HISTÓRIA DO SAMBA E SEUS GRANDES COMPOSITORES:











TURMAS DO 3ª ANO (A, B & EJA) – TEMA: A HISTÓRIA DO FREVO PERNAMBUCANO E SEUS GRANDES COMPOSITORES:













HISTÓRICO DA PRAIA DO JACARÉ

Sempre que foi a Praia do Jacaré é comum encontrar turísticas querendo informações sobre a origem do lugar. E coincidentemente ontem à tardinha estava realizando uma atividade cultural intitulada: 1ª Blitz Poética da Paraíba, projeto promovido pela Sociedade Cabedelense de Poetas e Escritos SCEP, e junto comigo uma equipe de poetas encontrava-se entregando poesias de vários poetas paraibanos ao público visitante do parque do Jacaré. Naquela ocasião estava na companhia de Fátima Peixoto, Jacira Pereira, Roseleide Farias, Vitória Kelly e José Pereira, quando um grupo de turistas de Salvador – BA, se dirigiu até a minha pessoa e perguntou se sabia explicar a origem do lugar e por que o nome Praia do Jacaré? E para que você não passe vexame em ocasiões assim, aconselho os amigos conhecer a história do lugar onde se vivem. Mas como sabia da história fiz a seguinte narrativa, é claro mais resumida:




A praia fluvial do Jacaré está localizada no município de Cabedelo, entre o estuário do rio Paraíba e o trecho da BR 230 nas proximidades dos Km 8 e 9 que liga a cidade portuária à capital, João Pessoa. A Praia do Jacaré foi reconhecida como localidade na década de 50. A comunidade era basicamente formada por pescadores, artesões, onde muitas famílias são oriundas de comunidades indígenas existentes na região. Na década de 70, foi construída ali a vila dos pescadores da Sociedade de Ação Comunitária do Jacaré, que agregou as residências da comunidade pesqueira. A partir de 1985, a localidade recebeu itens de infraestrutura, como iluminação pública, rede de energia elétrica, escola pública, posto de saúde, quadra esportiva, espaço recreativo, funcionamento da estação do trem e abastecimento de água. Nos anos 90, a duplicação da BR-230 influenciou a retomada do processo de urbanização da praia, revitalizando o comércio. Todo este processo do desenvolvimento da Praia do Jacaré, acompanhei quando foi monitor de esporte e cultura da FEBEMAA (1982), hoje FUNDAC e quando foi professor da Escola Estadual do 1º Grau Augusto Severo até 1986.




Contemplar o Pôr do Sol na Praia de Jacaré, ao som do Bolero de Ravel, é indispensável para quem vai a João Pessoa. Mas, antes de tudo, convém esclarecer que o local não se trata de uma praia, e sim do encontro do Rio Paraíba com o mar. Hoje não existem jacarés por lá segundo informações dos moradores mais antigos do lugar.

O nome surgiu porque nos anos 1960 havia uma base dos Correios, como se fosse um hidroporto, na qual pousavam aviões do tipo Catalina. Quando a aeronave descia nas águas, formava-se uma onda com a aparência de uma boca aberta. Daí, os ribeirinhos apelidaram o local de jacaré. Para preservar a região, o Patrimônio Histórico do Estado tombou a área ao longo do rio, e nada mais pode ser construído por lá.

 Já um dos mais antigos moradores da vila de pescadores, conhecido por todos como “Senhor Gringo”, conta que o nome originou-se porque havia alguns jacarés nas lagoas próximas a esta Vila, na época quando ainda era uma criança.

Este mesmo senhor foi um dos precursores da atual Praia do Jacaré, pois foi o primeiro dono de bar daquela localidade e que ao longo dos anos constituiu dois bares à beira rio, que atualmente são os restaurantes Bombordo e Maria Bonita. O motivo pelo qual ele decidiu construir dois bares um ao lado do outro foi para diferenciar o público: sendo um para o encontro de famílias e o outro para quem realmente quisesse beber. E durante décadas ele e sua família administraram estes dois estabelecimentos, e só desfizeram há poucos anos. Atualmente, ele e sua família ainda residem e trabalham nesta Vila. Convém salientar que lá, conjuntamente com o Bar Caleidoscópio, começou à moda do Bolero de Ravel. Segundo ainda Senhor Gringo, ele afirma que o Bolero de Ravel foi tocado também naquela época em seu estabelecimento por um LP, um presente de um estrangeiro que viera velejar e ficou ancorada às margens do Rio Paraíba.





O músico Jurandy do Sax revela que a estrutura que existe hoje surgiu aos poucos, impulsionada pela música de Maurice Ravel, e atrai pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo. De acordo com os moradores do Jacaré, a moda do bolero apareceu por acaso, na década de 1980, quando só existiam dois bares na região. Eleonora Freitas, que era proprietária do bar Caleidoscópio, resolveu num certo dia colocar o LP do filme Retratos da Vida para tocar na vitrola do bar e, no momento em que a música Bolero começou, o sol baixou no horizonte.

No fim de semana seguinte (na época, o local não abria todos os dias), os clientes pediram que a música tocasse novamente. E foi assim que tudo começou. Primeiro, o LP foi substituído pelo CD. Depois, quando o Caleidoscópio já havia fechado, a tecnologia deu lugar à interpretação de Jurandy do Sax, que inovou tocando ao vivo, dentro de uma pequena canoa. Se você espera um show simples, então vá preparando suas emoções, pois se trata de um momento especial. Não há quem não se encante com o conjunto formado pelo rio, o crepúsculo, o passeio da canoa e o som suave do saxofone. Quem já presenciou esse espetáculo da arte e da natureza não esquece; e quem pode sempre volta. 

 Obs.: Praia do Jacaré: até os anos 1990, o local era frequentado quase que somente pelos donos de embarcações, já o acesso se dava por uma estrada de barro. 

Além de Jurandy, vários outros músicos já participaram do espetáculo do pôr do sol musical. A estrela da vez é a violinista Isabelle Soares. 



Um novo projeto está acontecendo no parque fluvial do Jacaré, onde todos os dias, às 18h00 o músico Jurandir do Sax incluiu mais uma performance no seu repertório desta vez a execução da canção Ave Maria de Bach e Gounod. 



Curiosidades:

Antes de se transformar em Jurandy do Sax, Jurandy Felix da Silva tocou vários instrumentos, fez parte da banda da prefeitura de João Pessoa, da Orquestra Tabajara e da Polícia Militar. Segundo o instrumentista, foi em 1999, ao presenciar um pôr do sol à beira do rio, que bateu a vontade de tocar. Porém, ele não estava com seu sax. Então, voltou nos dias seguintes e tocou, sem ter ninguém por perto. “Percebi a certeza de que era aquilo que queria fazer”, recorda-se o músico. Ele passou a se apresentar em um restaurante e a novidade se espalhou por João Pessoa. A Praia do Jacaré, antes pouco frequentada, passou a receber um grande público. Durante os dois anos seguintes, Jurandy se apresentou em um píer. A ideia de tocar na canoa, navegando pelo rio, surgiu em 2001. 
  
O talento rendeu ao saxofonista o reconhecimento por parte do governo da França. Em 2005, ele passou 10 dias em Paris. Visitou o Conservatório Maurice Ravel e tocou o Bolero ao lado do túmulo do compositor. “Foi o momento mais emocionante da minha vida”, conta.

O compositor Tadeu Patrício fez dois versos que podem ser cantarolada em ritmo de ciranda e coco de roda para prestar uma homenagem à beleza do parque fluvial da Praia do Jacaré e ao músico Jurandir do Sax que desde 2001 vem encantando milhares de pessoas com a sua performance flutuando numa canoa conduzida por um guia sobre as águas escuras do rio Paraíba. Disse o verso:



Solista: O pôr do sol da Praia do Jacaré
             É conhecido no estrangeiro e no cordel (2x)

Coro: Na hora exata Jurandir sai na barquinha
          Tocando no seu sax, o Bolero de Ravel.













quinta-feira, 13 de março de 2014

14 DE MARÇO DIA NACIONAL DA POESIA


Conhecido como Poeta dos Escravos


Iª BLITZ POÉTICA DA PARAÍBA
(Entrega e recitação de poemas)

PROGRAMAÇÃO:

SEXTA-FEIRA 14/03 

Às 09:00 horas - BR 230 - (Equipe 1) Rua Pastor José Alves der Oliveira, na passarela de pedestres que está situada   defronte ao Centro Integrado Imaculada Conceição. 
Às 16:00 horas - (Equipe 1) Parque da Praia do Jacaré (Pôr do Sol).
Às 16:00 horas - (Equipe 2) Av. Epitácio Pessoa com bifurcação com Av. Rui Carneiro saída para estrada de Cabedelo.

SÁBADO 15/03

Ás 12:00 horas - (Equipe 1) Entrevista na Rádio Kebramar FM com poetas.
Às 12:00 horas - ( Equipe 2) Sabadinho Bom - Praça Rio Branco - Centro de João Pessoa.
Ás 16:00 horas - Via Litorânea - Praia do Intermares
Ás 21:00 horas - Encerramento - Projeto Chorinho na Praça - Centro de Cabedelo (Praça Venâncio Neiva)

HISTÓRIA DE VIDA DO POETA CASTRO ALVES:

14 de Março, comemoramos o Dia Nacional da Poesia. Esta data foi escolhida para homenagear o nascimento de Antônio Frederico de Castro Alves, que nasceu em 14 de Março de 1847, na Fazenda Cabaceiras, município de Muritiba, pertencente à Província da Bahia, hoje é uma cidade de nome Castro Alves, cujo poeta entrou para história da literatura brasileira, com o título – poeta dos escravos, o que lhe valeu o carinho apelido de condoreiro, porque tinha um estilo elevado em suas poesias. E como todo grande artista soube está onde o povo estar soube fazer do seu talento uma causa nobre na defesa da razão social, como isso soube como poucos amar o próximo através de sua poesia.

Poeta do romantismo, de fato, foi um dos maiores nomes da poesia brasileira. Suas principais obras foram: Os escravos, onde podemos encontrar os belos poemas: “Navio Negreiro e Vozes da África”. Na obra Espumas Flutuantes destacamos os poemas: “Que belas as margens do rio possante e Pra o baile da flor”; cujas características principais dos versos do poeta são a valorização do amor e a luta por liberdade e justiça.

Mas, nesta data especial para a poesia, não poderia deixar de citar grandes nomes importantes da poesia brasileira, a exemplo: Alberto de Oliveira, Gonçalves Dias, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, Cecília Meireles, Jorge de Lima, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade e muitos outros.



O QUE É POESIA?

- Poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz que, “o artista cria um outro mundo mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”.

- Para outros, a arte literária nem sempre recria. É o caso de Aristóteles, filósofo grego que afirmava que “a arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”.

- Declamando ou escrevendo, fazer poesia é expressar-se de forma a combinar palavras, mexer com o seu significado, utilizar a estrutura da mensagem. Isto é a função poética.

- A poesia sempre se encontra dentro de um contexto cultural e histórico. Os vários estilos poéticos, as fases de cada autor, os acontecimentos da época e tantas outras interferências muitas vezes se misturam à obra e lhe dão novos significados.

CARACTERÍSTICAS DO ESTILO POÉTICO:

 

Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.

Geralmente a expressão “poesia” se aplica à estrutura de texto em versos. Os versos são as “linhas” do poema. Um conjunto de versos forma uma estrofe.

Algumas características básicas da poesia são o ritmo, a divisão em estrofes, a rima. Um poema também possui métrica, que é a contagem das sílabas poéticas dos versos. Nem todos estes quesitos estão sempre presentes. Os poetas modernistas, por exemplo, adotaram o verso livre, despreocupado com a rima e a métrica.

            BREVE HISTÓRICO DA SCEP:

Pra quem não conhece ainda, em Cabedelo, cidade portuária, distante a 15 km do centro de João Pessoa, existe uma a Sociedade Cabedelense dos Poetas e Escritores, conhecida como SCEP, fundada em 27 de Fevereiro de 2010, que tem como objetivo, promover a integração social e cultural entre os poetas e escritores cabedelenses, além de defender os seus direitos autorais dos princípios da legalidade, estimular a realização de atividades literárias, artísticas, científicas e técnicas entre seus associados e comunidade em geral; Defender o exercício da manifestação do pensamento, pelas liberdades democráticas, entre outras finalidades.

PRINCIPAIS POETAS DE CABEDELO:

Quem são os principais associados da SCEP: Alexandre Rodrigues de Oliveira; Antônio Muniz Lima; Diná Fernandes; Fátima Peixoto; Heráclito Cardoso de Oliveira; Heretiano Pereira (In-memorian); Jacira Pereira, Jerusa Guedes, Josimar Cardoso; José Pereira; Ronaldo Pedro da Silva, Roseleide Santana de Farias; Tadeu Patrício, Vitória Kelly, Wellington da Costa Machado, Wilton Reis. Destacamos ainda outros poetas e escritores que estiveram na caminhada da SCEP, o Pe. Geraldo Nogueira de Amorim; Pe. Ernando Luiz Teixeira de Carvalho, e registramos ainda memória da nossa galeria cultural, nas pessoas de Aderbal Piragibe, Francisco de Assis, Hermes Nascimento, Altimar de Alencar Pimentel e João Torquato Filho, ambos poetas, escritores e dramaturgos, entre outros.







terça-feira, 11 de março de 2014

OS DOZE DIREITOS DA MULHER SEGUNDO A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS - ONU.



OS DOZE DIREITOS DA MULHER SEGUNDO A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS - ONU.

1.           Direito à Vida;
2.           Direito à Liberdade e a Segurança Pessoal;
3.           Direito à Igualdade e a Estar Livre de todas as formas de Descriminação;
4.           Direito à Liberdade de Pensamento;
5.           Direito à Informação e a Educação;
6.           Direito à Privacidade;
7.           Direito à Saúde e a Proteção desta ONU;
8.            Direito a Construir relacionamento conjugal e a planejar sua família;
9.           Direito a Decidir Ter ou não Ter filhos e quando tê-los;
10.      Direito aos Benefícios do Progresso Científico;
11.      Direito à Liberdade de reuniões e participação política;
12.      Direito a não ser submetida a torturas e maltratos;

HISTÓRIA DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher na sociedade.

História do 8 de março:



No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data: 



Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras:


Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História: 




·        1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, empregado e educação para as mulheres.

·        1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

·        1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

·        1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

·        1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

·        1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.

·        1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.
·        1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

·        1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças.

·        1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina.

·        1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.