domingo, 10 de agosto de 2014

A SAGA DO POETA E ESCRITOR ARIANO SUASSUNA


MATERIAL DISPONIBILIZADO PARA TRABALHO DE PESQUISA 
SOBRE O PARAIBANO ARIANO SUASSUNA.





CONHEÇA A SAGA DO POETA, ESCRITOR E DRAMATURGO ARIANO SUASSUNA:


CAPÍTULO 1 - (EQUIPE 1)

Esta é a história do príncipe que conquistou o mundo escrevendo suas prosas e versos, elevando o imaginário da literatura brasileira e a riqueza da cultura popular de raízes, tantas vezes exaltada em suas vídeos aulas. Tudo começa no ano de 1927, bem perto dos festejos juninos, na antiga cidade, Nossa Senhora das Neves, depois Frederick, Paraíba, e hoje João Pessoa capital do estado.


D. Rita de Cássia Dantas Vilar e  João Suassuna.

Nasceu no dia 16 de junho de 1927, no Palácio da Redenção, sede do Governo da Paraíba, quando o pai era o Presidente do Governo do Estado, tendo governado a Paraíba de 1924 a 1928. Filho de Rita de Cássia Dantas Villar e João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar em Sousa, sertão da Paraíba, na Fazenda Acauhan, distrito de Aparecida. O casal teve nove filhos: João, Saulo, Germana, Lucas, Beta, Marcos, Selma, Ariano e Magda.


Ariano Suassuna declamando o Poema:

ACAUHAN – A Malhada da Onça
(Ariano Suassuna)

Aqui morava um Rei, quando eu menino:
Vestia ouro e Castanho no gibão.
Pedra da sorte sobre o meu Destino,
Pulsava, junto ao meu, seu Coração.

Para mim, seu Cantar era divino,
Quando, ao som da Viola e do Bordão,
Cantava com voz rouca o Desatino,
O Sangue, o riso e as mortes do Sertão.

Mas mataram meu Pai, Desde esse dia,
Eu me vi, como um Cego, sem meu Guia,
Que se foi para o Sol, transfigurado.

Sua Efígie me queima. Eu sou a Presa,
Ele, a Brasa que impede ao Fogo, acesa,
Espada de ouro em Pasto ensanguentado.

Presidente João Pessoa
(52 anos)

Em 22 de outubro de 1928, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, assume o governo do estado da Paraíba. Em 1929 é declarada a luta que antecedeu a Revolução de 1930. O Coronel e Deputado Estadual José Pereira Lima, se rebela na cidade de Princesa Isabel, no sertão do estado da Paraíba e passa a apoiar João Suassuna para Deputado Federal. 

Em 29 de julho de 1929, o então Presidente Washington Luís convida João Pessoa para compor como vice-presidente na chapa do candidato a presidente Júlio Prestes, mas João Pessoa negou a participação na chapa governista, mais tarde preferiu ficar como vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas sendo candidato da oposição com apenas três estados da federal: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, mas perderam para a chapa governista que tinha o apoio de dezessete estados que apoiavam a chapa encabeçada por Júlio Prestes  vencedora na eleição de 1 de março de 1930.


CAPÍTULO 2 - (EQUIPE 2)


Em 26 de julho de 1930, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, presidente do estado da Paraíba é assassinado aos 52 anos por seu adversário político, o jornalista e advogado João Duarte Dantas, na Confeitaria Glória, no Recife.


O Presidente João Pessoa morto no balcão de uma farmácia
no centro do Recife-PE..

Em sua homenagem, a partir do dia 4 de setembro de 1930, a capital do estado da Paraíba, antes denominada de Paraíba, passou a se chamar João Pessoa.  Fato que levou as autoridades da época modificarem a bandeira do estado, sendo adotada em 25 de setembro de 1930.




Hoje a cor preto significa, a morte de João Pessoa e a cor vermelha simboliza, o sangue de João Pessoa. No centro da faixa vermelha está posicionada à palavra, “NEGO” que é a conjugação do verbo negar na primeira pessoa do presente do indicativo. Este verbo é uma referência ao fato histórico em que o governador João Pessoa negou (não aceitou) o nome do sucessor indicado pelo presidente Washington Luís. A bandeira do estado da Paraíba foi adotada em 25 de setembro de 1930 (pela Lei nº 704) e somente oficializada em 26 de julho de 1965.



Velório do Presidente João Pessoa Cavalcanti.

De acordo com alguns historiadores, a morte do presidente João Pessoa teria sido uma das causas da explosão da Revolução de 1930, tendo depois o presidente Washington Luís elevado Getúlio Vargas ao Poder, assumido a Presidência do Brasil, no dia 3 de novembro de 1930 num governo chamado de “provisório”, era o fim da República Velha, que tinha característica de alternância de poder entre São Paulo (maior produtor de café do país) e Minas Gerais (com grande bacia leiteira), uma prática conhecida como “política do café com leite”.


Cel. José Pereira Lima

Enquanto isto, aqui na Paraíba em 1930, o município de Princesa Isabel declarava “território independente” pelo Coronel José Pereira Lima através de luta armada, entre os dias 3 e 4 de Outubro.


João Dantas e a noiva Anayde Beiriz.

Em 03 de outubro de 1930, João Dantas e seu cunhado Augusto Caldas, que haviam sido presos no episódio da Confeitaria Glória de 26 de julho daquele ano, foram encontrados mortos, estrangulados em sua cela na Casa de Detenção do Recife, uma morte para o qual nunca apareceram os culpados. A tese de suicídio, alardeada pelas autoridades da época, foi contestada pela família e é hoje reconhecida como falsa.


João Dantas assassinado na cela da Casa de Detenção no Recife.



Em 09 de outubro de 1930, João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, deputado federal pelo estado da Paraíba, é assassinado por um pistoleiro que lhe tirou a vida pelas costas, por motivos políticos, quando caminhava para o parlamento na capital da república Rio de Janeiro. No bolso do seu paletó estava uma carta para sua mulher, em que dizia:


Deputado Federal João Suassuna.
“Se me tirarem a vida os parentes do presidente João Pessoa, saibam todos os nossos que foi clamorosa a injustiça – eu não sou responsável, de qualquer forma, pela sua morte, nem de pessoa alguma neste mundo”. “Não alimentem, apesar disso, ideia ou sentimento de vingança contra ninguém. Recorram para Deus, para Deus somente. Não se façam criminosos por minha causa!”


CAPÍTULO 3 - (EQUIPE 5)


Fazenda Acauhan no sertão da Paraíba

A família de Ariano Suassuna permaneceu morando na Fazenda Acauhan no sertão paraibano de 1931. No ano de 1932 houve uma grande seca no sertão do estado, onde a família perdeu quase todo o rebanho deixado pelo pai João Suassuna. Foi uma época que o menino Ariano Suassuna realizou as primeiras caçadas sob o comando do tio materno, Alfredo Dantas Vilar e do Irmão João Suassuna Filho. Neste ano a família Suassuna, agora chefiada por Dona Rita de Cássia Dantas Vilar, muda-se para a cidade de Taperoá, no pedregoso Cariri Velho da Paraíba do Norte.




De 1934 a 1937, o menino Ariano Suassuna aprende as primeiras letras em Taperoá com pessoas de sua família. Realiza as suas caçadas e expedições nas Fazendas São Pedro, Saco, Parati e Malhada da Onça. Nessa época, Ariano Suassuna escuta as primeiras cantorias e desafios de viola e vê pela primeira vez uma peça de teatro de mamulengo (marionete), cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral. É nesse mesmo ano que sua mãe, Rita de Cássia Dantas Vilar vê-se obrigada a vender a Fazenda Acauhan para poder educar os filhos.


Cidade de Taperoá

De 1938 a 1941, o menino Ariano Suassuna é levado a conhecer outros mundos através da literatura brasileira por intermédio dos seus tios Manuel Dantas Vilar (meio ateu e republicano) e por Joaquim Duarte Dantas (monarquista e católico) ambos incentivam o sobrinho a fazer as primeiras leituras nos livros dos autores: Eça de Queiroz, Guerra Junqueira e Euclydes da Cunha. O tio Manuel Dantas Vilar recomenda ao menino, a leitura do romance histórico – Vida e Reinado de Dom Sebastião da autoria de Antero Figueiredo (1886-1953), o que mais tarde viria inspirar Ariano Suassuna na criação do Romance d'A Pedra do Reino. Ao completar 10 anos ganha do tio Antônio Dantas Vilar, o livro “Doidinho” do escritor paraibano José Lins do Rêgo.

RESUMO DO LIVRO - DOIDINHO da Autoria de José Lins do Rego.

“Doidinho”, de José Lins do Rego, é o segundo livro do autor paraibano de Itabaiana, publicado em 1933, e que faz parte de um período do autor conhecido historicamente por “Ciclo da Cana-de-Açúcar”.

Misturando lembranças da infância e adicionando a isso diversos elementos ficcionais, ele cria o personagem Doidinho, apelido escolar do menino Carlos de Melo, recém-entrado na adolescência, e que é descendente de uma abastada família dona de engenho. O garoto de apenas 12 anos é enviado para estudar no Instituto Nossa Senhora do Carmo, uma escola de Itabaiana, cuja fama do diretor e dono, senhor Maciel, é de usar métodos violentos, via palmatória e castigos, para manter a disciplina entre os alunos, mesmo nos casos daqueles que apresentam dificuldades no aprendizado ou de comportamento. Doidinho vê-se então repentinamente extraído do mundo livre e desimpedido de sua infância, para uma vida totalmente inédita, cheia de novidades para um menino criado dentro de uma fazenda. Logo se acostuma com o aprendizado tosco e difícil do professor, sente as primeiras pulsações do amor por uma colega de sala, contrai vínculos de amizade sincera, ao mesmo tempo em que contempla a sordidez de índole e comportamento com alguns outros colegas de sala. Também sofre com a alimentação sem muito nutrientes, os castigos impostos pelo professor, às dificuldades no aprendizado de algumas lições, as injustiças que vê (e pratica) no cotidiano. Vai tornando-se homem, enfim, através de duras lições proporcionadas no dia-a-dia da escola.

É certo que ele também obtém suas pequenas vitórias, como o aprendizado rápido das matérias e suas leituras. Tanto que quando volta para a fazenda, em suas férias alguns meses depois já levam dentro de si todos os remendos dessa transformação interior. Observa melhor a disposição do tecido social no qual está inserido. Sem forças para modificar o mundo, vê-se às voltas com os mesmos (e outros) problemas já experimentados antes, na escola. E eles são de toda ordem: mentira, inveja, soberba, opressão e ambição.

Seu retorno à escola, após as férias, já denotam um outro avanço, a vontade de crescer rápido, sair logo dali, ao mesmo tempo em que percebe que a morte e a doença estão à espreita, e vem de todo lado. Assim como a compreensão de que somos humanos, e como tais, cheios de falhas, erros, fraquezas e medos.

José Lins do Rego, excelente prosador brasileiro, foi criador de tipos humanos completos, cerzidos na vida e suas circunstâncias. “Doidinho” revela-se um excelente exemplar dessa manufatura de tipos humanos em formação perfeitamente natural. A grande contribuição de seus textos, principalmente seus três primeiros livros – os do “Ciclo da Cana-de-Açúcar”, Menino de Engenho, “Doidinho” e Bangüê – uma conjuntura de seres, traços, personalidades e sociedades que representam sobriamente o macrocosmo de um Brasil que não é, e nunca foi diferente daquilo que sabemos ser o mundo real. A ficção se vale disso para nos lembrar de que a vida é isso aí. Basta-nos vivê-la, e intensamente.

CAPÍTULO 4 - (EQUIPE 3)

Em 1942, muito preocupada com os estudos dos filhos, Dona Rita de Cássia Dantas Vilar, mudou-se para a cidade do Recife, onde seus filhos mais velhos já estudavam. Ali passa a residir definitivamente e Ariano começa a conhecer uma nova realidade, alicerçando a formação de um futuro escritor, durante sua adolescência e juventude.

Em 1945, passa a estudar no Colégio Oswaldo Cruz, onde torna-se amigo do pintor Francisco Brennand, seu colega de turma, com quem partilhou uma longa amizade. Publica seu primeiro poema – Noturno – por intermédio de Tadeu Rocha e Esmaragdo Marroquim, no Jornal do Comércio. Inicia a publicação de poemas em jornais pernambucanos de 1945 até 1970.

Em 1946, começa os estudos na Faculdade de Direito do Recife. Aí um novo mundo se abre definitivamente para ele através de contatos com grupo de escritores, atores, pintores, romancistas e pessoas interessadas em arte e literatura. Neste grupo estavam pessoas como Hermilo Borba Filho, José Laurênio de Melo, Carlos Maciel, Capiba, Galba Pragana, Joel Pontes, Ivan Neves Pedrosa, Aloísio Magalhães, Heraldo Pessoa Souto Maior, José de Morais Pinto, Gastão de Holanda, Ana e Rachel Canem, etc... E sob a liderança de Hermilo Borba Filho, os estudantes, tendo à frente Ariano Suassuna, fundaram o Teatro do Estudante de Pernambuco. São produzidos os primeiros poemas ligados ao romanceiro popular do Nordeste, a exemplo Galope à Beira-Mar; A Morte do Touro Mão de Pau e Os Guaribas que são publicados na Revista Estudante da Faculdade de Direito, no Jornal do Diretório Acadêmico de Medicina e em Suplementos de jornais do Recife.

Em 1947, já com a sua formação cultural consolidada, Ariano Suassuna escreve a sua primeira peça de teatro, “Uma Mulher Vestida de Sol” baseada no Romanceiro nordestino.

Em 1948, ganha seu primeiro prêmio literário com a dramaturgia da peça, “Uma Mulher Vestida de Sol”, prêmio Nicolau Carlos.  Neste ano escreve sua segunda peça teatral, intitulada: “Cantam as Harpas de Sião” (ou O Desertor de Princesa) que foi montada pelo Grupo de Teatro do Estudante de Pernambuco com direção de Hermilo Borba Filho.

Em 1949, escreveu a sua terceira peça teatral, intitulada: “Os Homens de Barro” desta vez em três atos que foi montada no ano seguinte pelo mesmo grupo e diretor.

Em 1950, escreveu a sua quarta peça teatral, “Auto de João da Cruz”, baseada em três folhetos de cordel e recebeu o Prêmio Martins Pena pela peça, Auto de João da Cruz e forma-se pela Faculdade de Direito do Recife. Sentindo-se cansado volta a residir temporariamente em Taperoá para curar de doença pulmonar.

Em 1951, morando em Taperoá, escreve a sua quinta peça teatral, “Torturas de um coração Ou em Boca Fechada não Entra Mosquito”, que fora encenada por mamulengo com o objetivo de apresentar especialmente para recepcionar sua noiva e familiares que vinham do Recife/PE. A peça foi acompanhada por músicos da turma de pífano do seu Manoel Campina.

CAPÍTULO 5 - (EQUIPE 4)

Em 1952, volta a residir no Recife, logo procura o amigo Murilo Guimarães, renomado jurista e professor, a fim de trabalhar em seu escritório como advogado. Dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. Nessa época escreve a peça teatral, “O Arco Desolado” e ganha menção honrosa no concurso do IV Centenário de São Paulo, onde conquista espaço nos grandes centros de Movimentos Culturais.

Em 1953, baseado em folheto de Cordel escreve a peça teatral, “O Castigo da Soberba”, de apenas um ato.

Em 1954, mais uma vez escreve uma peça teatral, “O Rico Avarento” em um ato para ser encenada por teatro popular de mamulengo. Os mesmos estudantes que tinham criado o teatro tempo atrás, agora se reúnem e forma uma sociedade que denominaram de “O Gráfico Amador”, para imprimir os escritores do grupo, ficando à frente da iniciativa Orlando da Costa Ferreira (o único que não tinha sido colega da Faculdade de Direito), Gastão Holanda, José Laurênio de Melo e Aloísio Magalhães, onde todas as quintas-feiras à noite esse grupo se reunia para conversar e cuidar da impressão de seus, num total de 30, em sete anos de sua existência. Foi nessa cooperativa que Ariani Suassuna publica o livro Ode.

Em 1955, escreveu a peça teatral, “O Auto da Compadecida”, que seria seu grande sucesso no campo da dramaturgia. A peça tem o personagem João Grilo que foi inspirado em personagem existente nos folhetos de cordel e também Chicó um grande contador de causos mentirosos que existia na cidade de Taperoá-PB.
Em 1956, escreve um romance intitulado, “A História de Amor de Fernando e Isaura”. Na época, torna-se professor de Estética de Arte da Universidade Federal de Pernambuco, deixando a advocacia. Escreve para seus alunos um Manual de Estética e torna-se encarregado do Setor de cultura do SESI.

Em 1957, no dia do aniversário de seu pai, 19 de janeiro, casa-se com Zélia de Andrade Lima, da família de José de Barros Lima, o Leão Coroado, companheiro do frei Caneca em 1817. O Casal teve seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana. Neste ano, ganha o prêmio Vânia Souto de Carvalho com a peça, “O Casamento Suspeitoso”, montada em São Paulo pela Companhia Sérgio Cardoso, com direção de Hermilo Borba Filho. Nesse mesmo ano, ganha Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais pela peça, “O Santo e a Porca”. Assume o ensino de Teoria do Teatro, Estética e Literatura Brasileira no atual Centro de Artes e Comunicação da UFPE, então Escola de Belas Artes e de História da Cultura Brasileira, no Mestrado de História da Universidade Federal de Pernambuco.

Em 1958, neste ano Ariano Suassuna escreve a peça teatral, “O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna”, baseado num folheto de cordel, peça esta para ser encenada com mamulengo e num canto oral da literatura popular nordestino. Ainda neste ano foi premiado com a peça, “O Auto da Compadecida”, ganhando Medalha de Ouro, conferida pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Também é considerado o Melhor Autor Nacional de Comédia pela Secretaria de Educação e Cultura da cidade do Rio de Janeiro. Recebe os prêmios Vânia Souto de Carvalho, conferidos pela Associação de Cronistas Teatrais de Pernambuco.

Em 1959, escreve a peça, “A Pena e a Lei”, em três atos. O diretor Hermilo Borba Filho monta a peça, “Torturas de um Coração” para inaugurar o Teatro Popular do Nordeste no Recife.

Em 1960, escreve a peça “A Faça da Boa Preguiça” em três atos. Forma-se em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco.


Em 1961, escreve a peça “A Farsa da Boa Preguiça” que é montada pelo Teatro Popular do Nordeste, com direção de Hermilo Borba Filho.

Em 1962, escreve a peça “A Caseira e a Catarina”, um espetáculo para ser encenado em um ato, que fora montado pelo Teatro Popular do Nordeste, sob direção de Hermilo Borba Filho.

Em 1963, a Universidade da California Press publica a tradução com versão para o inglês da peça, O Auto da Compadecida.

Em 1964, o dramaturgo Ariano Suassuna publica pela editora da Universidade Federal de Pernambuco duas peças de sua autoria: “Uma Mulher Vestida de Sol e O Santo e a Porca”. Neste mesmo ano a peça, O Auto da Compadecida é traduzida para o Holandês.

Em 1966, neste ano, a peça, “O Santo e a Porca” é publicada na Argentina pelas Editoras Losangue, B. Aires, com tradução de MonteserrtMira, com o título de “El Santo y la Chancha”.

Em 1967, Ariano Suassuna passa a ser Membro Fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fez parte de 1967 a 1973.

Em 1968, Ariano Suasssuna é indicado Membro Fundador do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, do qual fez parte de 1968 a 1972.

Em 1969, Ariano Suassuna ocupa o cargo de Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco, onde fica de 1969 a 1974. Como diretor deste Departamento, convoca os artistas, Capiba, Guerra Peixe, Cussy de Almeida, Jarbas Maciel e Clóvis Pereira para procurarem uma música erudita, a música Armorial, baseada nas raízes populares e que viesse a se juntar ao seu teatro, à pintura de Francisco Brennand, à gravura de Gilvan Samico, à poesia de Janice Japiassu, Deborah Bernnand, Ângela Monteiro e Marcus Accioly, ao romance de Maximiano Campos, etc... Neste ano a peça, “A Pena e a Lei” é premiada no Festival Latino Americano de Teatro em Santiago do Chile.


Em 1970, neste ano é lançado no Recife, no dia 19 de outubro, o Movimento Armorial, com um concerto intitulado – Três Séculos de Música Nordestina, passando pela música barroca ao armorial e com exposição de gravura, pintura e escultura. Lança o livro de poemas “O Pasto Incendiado”. Na França, a editora, Gallimard, lança a tradução da peça, O Auto da Compadecida.


OBSERVAÇÃO:

Nos próximos dias serão postadas as atividades artístico culturais do paraibano Ariano Suassuna, referentes as décadas de, 70, 80, 90 até os anos 2000, considerando as diversas manifestações artistas por ele realizada.



PEÇAS TEATRAIS ESCRITAS POR ARIANO SUASSUNA:

1947 - Uma Mulher Vestida de Sol;
1949 – Os Homens de Barro;
1950 – Auto de João da Cruz;
1951 – Torturas de um Coração ou (Em Boca Fechada não entre Mosquito)
1952 – O Arco Desolado;
1953 – O Castigo da Soberba;
1954 – O Rico Avarento;
1955 – O Auto da Compadecida;
1956 – A História de Amor de Fernando e Isaura;
1957 – O Casamento Suspeitoso;
1957 - O Santo e a Porca;
1958 – O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna;
1959 – A Pena e a Lei;
1960 – A Farsa da Boa Preguiça;
1962 – A Caseira e a Catarina.
1968 – O Romance d 'A Pedra do Reino escrita em 1958 e só concluída uma década depois em 1968 em plena ditadura  militar.









terça-feira, 13 de maio de 2014

COMUNICADO SOBRE O FÓRUM - FORTALEZA DE CABEDELO (PB- PATRIMÔNIO BRASILEIRO


C O M U N I C A D O

Prezados (as) Companheiros (as),

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Secretaria do Patrimônio da União e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba convidam para participar do Fórum “Fortaleza de Cabedelo (PB): patrimônio brasileiro”, com o objetivo de traçar diretrizes para um plano de gestão para a Fortaleza de Santa Catarina.

Data: 21 a 23 de maio de 2014.
Horário: 9 às 17 horas
Local: Fortaleza de Santa Catarina e IFPB Campus Cabedelo - Cabedelo/PB


Programação e informações disponíveis em http://casadopatrimoniojp.com
Inscrições gratuitas

Solicito que divulguem o evento! 

 VALÉRIA CAMBOIM GÓES
Professora do Curso Técnico em Meio Ambiente
IFPB Campus Cabedelo.

Obervação: Lamento profundamento que a Fundação Fortaleza de Santa Catarina atual gestora, guardiã e/ou vigilante  com credibilidade junto a estes órgãos que ora promovem o referido fórum, bem como, a Associação Artística Cultural de Cabedelo, entidade responsável diretamente pela abertura Extra-Oficial da Fortaleza de Santa Catarina, lembro, em épocas difíceis encontrou o monumento em péssimo estado de conservação; que apesar de uma folha de serviços prestados na defesa do monumento histórico em parceria com as entidades culturais que atualmente dinamizam a Fortaleza de Santa Catarina realizando dezenas de projetos culturais do calendário nacional, não foram convidadas a participar da organização do evento que tem como objetivo traçar diretrizes para um plano de gestão para a Fortaleza de Santa Catarina, nem tão pouco aparece como uma das expositoras da mesa oficial, já que há representação do Forte Orange (Ilha do Itamaracá) e da Forte dos Reis Magos (Natal - Rio Grande do Norte). Por que omitir a participação dos cabedelenses? É no mínimo falta de cordialidade ou hilário. Então vamos ao debate, e lá vamos avaliar quem se omitiu das suas responsabilidades, pois estou convicto que as forças aguerridas oriundas do espírito defensível, combatível de João de Matos Cardoso sairá dos túmulos para queimar as traças que não se contentam com o óbvio.

Tadeu Patrício, mestre em cultura popular.





domingo, 30 de março de 2014

COMEMORANDO O DIA INTERNACIONAL DO TEATRO






EXERCÍCIO DA APRENDIZAGEM DO TEXTO ESTUDADO
SOBRE O DIA INTERNACIONAL DO TEATRO.

01) Em que data se comemora o dia internacional do teatro?  (1)
R.

02) Em que ano, cidade e país foi criado o Dia Mundial do Teatro? (1)
R.

03) COMPLETE: A dança é considerada a _________________________ criada pelo homem, enquanto que o teatro é considerado a_____________________
Criada pelo homem.

04) Que ditado popular se diz sobre o teatro e a dança? (1)
R.

05) Selecione um conceito sobre o que é teatro que você mais se identificou? (2)
      R.

06) O que escreveu o filósofo Sêneca sobre a importância do ator e do público? (4)
R.

07) Quando a função do ator tem sentido no fazer teatral? (4)
R.

08) No mundo artístico quem tem a capacidade de representar a vida do espírito humano? (1)
R.

09) Quais as duas funções artísticas que é essencial para o teatro? (1)
          R.

10) Qual o principal objetivo do teatro? (4)
           R.

TEXTO PARA PESQUISA 1 – DIA INTERNACIONAL DO TEATRO

     O Dia Internacional do Teatro é comemorado em 27 de Março, e o mundo celebra esta a   data que é considerada a segunda arte criada pelo homem desde a antiguidade.

   O Dia Mundial do Teatro foi criado pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI) em 1961, data da inauguração do Teatro das Nações, em Paris.

   Para melhor compreensão da ordem das artes, a dança é considerada a primeira arte criada pelo homem, enquanto que o teatro é a segunda arte, por isso que se diz: o teatro é filho da dança.

   Eis aqui três exemplos de conceitos do que é Teatro? a) Teatro é a arte do gesto e da palavra por excelência; b) Teatro é a cultura de um povo que se comunica por gestos e palavras; c) Teatro é também um lugar onde se apresenta peças teatrais criadas pelo dramaturgo.

    É como disse o Filósofo Sêneca: “Não há teatro sem público e sem ator, da mesma forma que é importante no palco o ator, é essencial na plateia o espectador”. Pois a função do ator só tem sentido na medida em que é desempenhada para a observação de alguém. Pois somente o ator e a atriz têm a capacidade de representar a vida do espírito humano, em público e de forma artística por meio de gestos e palavras que é o teatro em sua essência”.

  O teatro tem como objetivo ser um instrumento da educação do um povo que pode transformar o mundo tornando as pessoas mais humana e dignas através da concepção cênica.

    (Continuação na próxima aula)


11) O que caracteriza como marco principal o surgimento do teatro? (4)
           R.
12) Descreva como foi à ação teatral vivenciada por um grupo de pessoas em uma pedreira? (4) R.

13) Depois da criação do gesto no teatro como foi incorporado no fazer teatral o texto ou a palavra? (4) R.

14) As primeiras representações criadas pelo homem trazia a ideia de que personagens? (2) R.

15) No princípio o que os primeiros homens criadores do teatro faziam para representar a vida? (4)
          R.

16) Qual o deus grego que era homenageado pelo teatro? (1)
R.

17) Como se chamavam os espaços cênicos onde aconteciam as representações teatrais? (1)
          R.

18) Cite os três grandes dramaturgos da tragédia clássica? (1)
           R.

19) Cite o nome do pai da comédia clássica mundial? (1)
           R.

20) Qual a principal função das peças teatrais para os gregos? (1)
 R.




TEXTO PARA PESQUISA 2 – DIA INTERNACIONAL DO TEATRO

    O marco principal do surgimento do teatro foi uma reunião que aconteceu com um grupo de pessoas em uma pedreira, as quais se reuniam em volta de uma fogueira para se aquecer do frio. Assim a fogueira fazia refletir a imagem das pessoas daquele grupo na parede, o que levou um rapaz a se levantar e fazer gestos engraçados que se refletiam em sombras. Depois um texto ia sendo improvisado acompanhada por imagens criada pelo próprio homem da antiguidade, que trazia a ideia de personagens fortes, fracos, oprimidos, opressores, engraçados, tristes e até de Deus e do diabo.

    A representação começou existe desde os tempos primitivos, quando os homens imitavam os animais e os deuses, para contar aos outros como eles eram e o que faziam se eram bravos, se atacavam, ou seja, era a necessidade de comunicação entre os homens.

    As homenagens aos deuses também favoreceram o aparecimento do teatro. Na época das colheitas da uva, as pessoas faziam encenações em agradecimento ao deus Dionísio (deus do vinho), pela boa safra de uvas colhidas, assim, sacrificavam um bode, um carneiro, ou mesmo um cordeiro trazendo para a comemoração os primeiros indícios da tragédia.

    Os povos da Grécia antiga transformaram essas encenações em arte, criando os primeiros espaços próprios, para que fossem divulgadas suas ideias, as mitologias, agradecimentos aos vários deuses, dentre outros assuntos. E estes espaços cênicos eles chamaram de teatro de arena, coliseu, anfiteatro.

    O gênero trágico foi o primeiro a aparecer, retratava o sofrimento do homem, sua luta contra a fatalidade, as causas da nobreza, numa linguagem bem rica e diversificada. Os maiores dramaturgos da tragédia clássica foram Sófocles, Ésquilo e Eurípedes e da comédia foi Aristóteles, o pai da comédia mundial. As primeiras peças de teatrais tinham entre os gregos a função da educação do povo.

FIM










quarta-feira, 19 de março de 2014

GOVERNO REPROVA, EM NOTA, AS CRÍTICAS DO ADMINISTRADOR DO PORTO DE CABEDELO A PRESIDENTE DILMA ROUSSEF.




A Secom estadual distribuiu nota dizendo que não endossa as palavras do administrador do Porto de Cabedelo contra a presidente Dilma Roussef, a quem, segundo a nota, devota respeito e solidariedade institucional e irrestrita.Veja a nota:

NOTA:

A respeito de declarações pessoais do diretor presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome Sarmento, gravadas sem autorização, sobre a presidente da República, Dilma Rousseff, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional, esclarece que:

1 - Apesar de reprovar a gravação indevida de declarações pessoais e sem autorização de qualquer natureza, rechaça por completo o conteúdo das eventuais declarações que tenham caráter ofensivo e pessoal contra a presidente Dilma Rousseff, a quem devota respeito institucional e irrestrito;

2 – Por sua composição democrática e respeitosa, não endossa nem endossará jamais qualquer manifestação dos integrantes do governo que venham a transpor o limite do debate administrativo e político, desaguando em ataques de natureza pessoal;

3 – Reafirma que as palavras de caráter pessoal, afastadas da questão administrativa, e supostamente proferidas pelo diretor presidente da Companhia Docas da Paraíba não representam o pensamento e a posição do governador Ricardo Coutinho, que sempre se conduziu no debate público e político preservando a honra das pessoas e respeitando suas funções institucionais.

Secretaria de Estado da Comunicação Institucional

Publicado em 19/03/2014.