sábado, 12 de setembro de 2015

O MÚSICO PARAIBANO GERALDO VANDRÉ COMPLETOU 80 ANOS NESSE SÁBADO, 12 DE SETEMBRO DE 2015.

Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, de nome artístico, Vandré, nasceu em João Pessoa, no dia 12 de setembro de 1935. É um advogado, cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro conhecido por ser um dos nomes mais célebres da música popular brasileira. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, o médico otorrino José Vandregíselo. Foi o primeiro filho do casal José Vandregíselo e Maria Martha Pedrosa Dias.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado em 1957 na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1961. Militante estudantil, participou do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Conheceu Carlos Lyra um dos músicos fundadores do Movimento da Bossa Nova, que se tornou seu parceiro em músicas como "Quem Quiser Encontrar Amor" e "Aruanda", gravadas por Lyra e por Vandré. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre outras.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada (parceria com Theo de Barros), interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque.

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção da TV Globo com Pra não Dizer que não Falei das Flores, também conhecida como "Caminhando". A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura durante o governo militar, e foi censurada. O refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadoresNo festival, a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim. A música Sabiá foi vaiada pelo público presente no festival, que bradava exigindo que o prêmio viesse a ser da música de Geraldo Vandré.

Hoje, Geraldo Vandré reside no centro da cidade de São Paulo, mas sempre viaja para o Rio de Janeiro. Em 12 de setembro de 2010 (dia de seu aniversário de 75 anos), Vandré concedeu no Clube da Aeronáutica no Rio de Janeiro uma polêmica entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, na qual critica o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma que seu afastamento da música popular não foi causado pela perseguição sofrida pela ditadura, mas sim pela falta de motivação para compor ao público brasileiro, vítima do processo de massificação cultural.


Participação de Geraldo Vandré no III Festival Internacional da Canção em 1968 promovido pela Rede Globo. A letra da música, Pra Não Dizer que Não Falei das Flores era um pontapé no saco dos ditadores e obrigou o compositor a sair às escondidas do Brasil em 1969, para não acabar no calabouço da repressão militar vigente no país. A música também ficaria proibida por quase 20 anos e acabou se tornando um verdadeiro hino de protesto e é mencionada até os dias atuais.


Comentários:

"Esse cara é o máximo. Olha só o que ele diz, ao vivo no Maracanãzinho, após o empate com "A Banda" em 1968:

"
Olha... E sabe o que eu acho... Eu acho uma coisa só a mais... Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda... Merecem o nosso respeito.... A nossa função é fazer canções, a função de julgar nesse instante é do júri que ali está... Um momento... Por favor, por favor, tem mais uma coisa só... Prá vocês, prá vocês... Que continuam pensando, que me apóiam vaiando! Gente... 











Interpretando a canção - Aroeira
II Festival Internacional da Canção - 1967.


1968 - Geraldo Vandré - Roberto Carlos e Chico Buarque de Holanda.
Geraldo Vandré e Toquinho

Advogado Geraldo Vandré
Entrevista de Geraldo Vandré a Globo News em setembro de 2010
após 42 anos de silêncio.

Lúcio Villar (Cinestra Paraibano) e o Músico Geraldo Vandré
Cantora Norte Americana recebe em palco o cantor Geraldo Vandré.




(DISCOGRAFIA DE GERALDO VANDRÉ)


CAPA DO DISCO - HORA DE LUTAR - GERALDO VANDRÉ - 1965.


CAPA DO DISCO - CINCO ANOS DE CANÇÕES - GERALDO VANDRÉ - 1966


CAPA DO DISCO - CONVITE PARA OUVIR GERALDO VANDRÉ - GRAVADO EM 1967



CAPA DO DISCO - GCANTO GERAL - GERALDO VANDRÉ - GRAVADO EM 1968



CAPA DO DISCO - DAS TERRAS DE BENVIRÁ - GERALDO VANDRÉ 1973.



CAPA DO CD - AS PREFERIDAS - GERALDO VANDRÉ - LANÇADO EM 2003



CAPA DO CD - GERALDO VANDRÉ - LANÇADO EM 2009










PROGRAMA DE INCLUSÃO ATRAVÉS DA MÚSICA E DAS ARTES - PRIMA




O Estado da Paraíba em 2011 saiu na frente ao criar o Programa de Inclusão através da Música e das Artes (PRIMA). 
Disse o Maestro Alex Klein que ficou muito gratificado quando o governo estadual através da Secretaria de Cultura lhe convidou para dirigir a orquestra do PRIMA, estão tive a oportunidade de conviver com as crianças e jovens que formam esse projeto espetacular de gente que produzem sons maravilhosos, a cada dia surpreendo-me com as lições de superação de vida que são relatadas pelos jovens alunos diariamente em nossas aulas resultado do trabalho realizado pela equipe pedagógica e professores do PRIMA.
Disse que o primeiro pólo foi o de Cabedelo, depois em João Pessoa nas comunidades de Mandacaru e Alto do Mateus, agora já estamos em outros municípios do estado, a exemplo: Santa Rita, Guarabira, Campina Grande, Patos, Itaporanga, Catolé do Rocha e Cajazeiras. As orquestras nessas comunidades criada trata-se do um projeto paraibano de orquestras jovens, que também inclui corais e bandas, já está presente em nove cidades e ensina música instrumental a cerca de 1.200 crianças e adolescentes (com o objetivo de atingir 10 mil jovens nos próximos 5 anos!). Todos os participantes estão matriculados regularmente em escolas públicas.
PRIMA é um programa que utiliza a música como ferramenta para a inclusão social e disponibilização de oportunidades para crianças e adolescentes do Estado da Paraíba, especialmente aquelas de regiões carentes. E haja criança carente nessas regiões! O programa é coordenado pelo Maestro Alex Klein, responsável pela sua gestão e implantação, bem como pelo acompanhamento pedagógico, e tem como diretor executivo o músico e gestor cultural, Milton Dornelas.
O PRIMA é sonho antigo do atual governador Ricardo Coutinho, e ele o implementou assim que assumiu o governo”, explica Alex Klein ao volante do seu carro quando me conduz à região de Cabedelo. O maestro – que também toca oboé e é considerado um dos melhores oboístas do mundo – não esconde seu entusiasmo pela empreitada que dirige: “O programa hoje tem um corpo docente de 50 profissionais que ensinam música a cerca de 1.200 crianças e adolescentes. O foco principal não é ser uma simples escola de música. Trata-se, muito mais, de uma verdadeira escola de vida, um trabalho de inclusão através da música, das artes e de uma certa sabedoria existencial”.
As fotos aqui postadas foram tiradas no ensaio do PRIMA, realizado no sábado, 12 de Setembro de 2015, na Fortaleza de Santa Catarina, sala da Casa do Capitão-Mor, tendo como regente o jovem maestro cabedelense, Erenilton Ferreira e contou com uma plateia de ilustre professores: Osvaldo da Costa Carvalho (Presidente), Rejane Viana, Tadeu Patrício, Roseleide Farias, Poeta José Pereira, Poetisa Jerusa Guedes, Escritor, Gabriel Bittencourt e a esposa Marly Bittencout e o Professor José Octávio Arruda de Melo, além de turistas e familiares de jovens integrantes da orquestra do PRIMA.
Fotos: Tadeu Patrício.






























terça-feira, 8 de setembro de 2015

PROJETO - SESC DE LETRAS – INSCRIÇÕES ABERTAS



CONFIRA MAIS OPÇÕES DE OFICINAS E PALESTRAS
O Setor de Cultura do SESC
Rua Desembargador Souto Maior 281, Centro João Pessoa.
Fones: (83) 32083158 ou 999960183.

Contato com Priscila Vital
Sesc Centro - Setor de Cultura
Rua Desembargador Souto Maior, nº 281
Centro – João Pessoa/PB
Fone:  (83) 3208-3158 / 96159199

OFICINA (Dois dias – Pela manhã)


TEMÁTICA: A crítica e a resenha literária: (Des) caminhos do jornalismo e literatura na contemporaneidade. 

Ministrante: Bruno Gaudêncio – Poeta, jornalista e membro da Academia de letras de Campina Grande/ PB.

Local: Auditório do Sesc Centro João Pessoa.
Data: 09 (quarta-feira) e 10 (quinta-feira) de Setembro
Horário: 09 às 12 hs

Sinopse: A oficina pretende estabelecer uma reflexão sobre o histórico do exercício da crítica literária do Brasil desde o século XIX até a contemporaneidade, indicar modelos de elaboração de produção de resenhas a partir dos parâmetros do Jornalismo Cultural, além de exercitar a elaboração de resenhas entre os participantes da oficina.
Público Alvo: Estudantes, poetas, artistas, escritores e público em  geral.

2ª OFICINA (Dois dias à tarde)

TEMÁTICA – POESIA DE HAIKAI

Ministrante: Roberto Menezes
Local: Sesc Centro João Pessoa
Data: 10 e 11 de setembro - Horário: 15 às 17h30

Sinopse: Haicai é um estilo de poesia originário do Japão. Esta oficina busca explicar oralmente o haicai, e promover vivências e dinâmicas que favoreçam o seu processo de criação. 

Público alvo: Estudantes, poetas, artistas, escritores e público em geral.
Currículo do oficineiro: Escritor e Doutor em Física pela Universidade Federal da Paraíba. Já teve quatro livros publicados, sendo três romances e um livro de contos, entre eles “Despoemas” e “Palavras que Devoram Lágrimas”. Participou de duas coletâneas literárias e ministra oficinas na área de literatura desde 2010.

1ª PALESTRA:

Tema: Poesia e Computador

Palestrante: Flaviano Maciel – Poeta e Professor, atual doutorando na Universidade Federal da Paraíba.

Data: 08 (terça-feira) de setembro - Horário: 19 às 22 hs
Local: Auditório do Sesc Centro João Pessoa

Sinopse: Refletir sobre o que vem sendo chamado de poesia eletrônica ou digital, e se realmente é possível fazer poesia extraída de signos gerados por softwares em um suporte computacional.

2ª PALESTRA:

Tema: Anotações para um Pensamento Crítico Sobre o Cordel Brasileiro

Palestrante: Aderaldo Luciano – Poeta e mestre em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor, escritor e músico.

Data: 09 (quarta-feira) de setembro - Horário: 19 às 22 hs
Local: Auditório do Sesc Centro João Pessoa

Sinopse: O objetivo da palestra é contar um pouco da história do Cordel Brasileiro em seu percurso e seus elementos fundamentais, o objetivo principal é desenvolver a arte de ouvir, pensar, opinar e pesquisar. Bem como fomentar um pensamento crítico acerca dos estudos sobre a literatura brasileira e seu ensino.

3ª PALESTRA:

Tema: WJ Solha – Uma vida de Letras e Imagens
Palestrante: Suzy Lopes – Atriz e atual coordenadora de teatro da Fundação Espaço Cultural da Paraíba – Funesc. 

Data: 10 (quinta-feira) de setembro - Horário: 19 às 22 hs
Local: Sesc Centro João Pessoa

Sinopse: Palestra sobre a vida e a obra de W.J. Solha, propondo discutir sua contribuição no mundo das artes com o objetivo de que todos possam ter acesso à sua obra. Solha é ator, diretor e romancista.

4ª PALESTRA:

Tema: A Ilustração na Literatura Infanto Juvenil

Palestrante: Veruscka Guerra – Ilustradora, formada em ilustração, Desenho Industrial e Desenho Artístico e Pintura Contemporânea e Pintura Clássica.

Data: 11 (sexta-feira) de setembro - Horário: 19 às 22 hs
Local: Auditório do Sesc Centro João Pessoa

Sinopse: A palestra objetiva visualizar cada passo do projeto de um livro Infanto Juvenil do texto à publicação, desenvolvendo o conceito artístico que se encaixa nesses processos.

FINAL DO MÊS DE SETEMBRO:

Tema: Um dedo de prosa: A Literatura hoje na sala de aula

Ministrante: Ana Cláudia Pinheiro Dias - Mestra em estudos da linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

Local: Auditório do Sesc Centro João Pessoa
Data: 29 e 30 de setembro - Horário: 14 às 17 hs

Sinopse: A oficina propõe abordar maneiras criativas e práticas ao público de literatura e professores de língua portuguesa para cativar seu público a ler e conhecer mais as obras literárias usufruindo de aparelhos midiáticos.