segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ROSELEIDE FARIAS FALA DE SUA GESTÃO A FRENTE DA ESCOLA GUEDES. Saiba os Detalhes....


CAPÍTULO – VII

 Professora Roseleide Farias
 

Entrevista com a ex-diretora Roseleide Santana de Farias da Escola Estadual José Guedes Cavalcanti.

 


Professora de Ciências, Biologia e Ensino Religioso, tendo ocupado o cargo de Diretora Geral da EEJGC de 14 de Julho de 1987 até o dia 30 Julho de 1992, ou seja, foram 5 (cinco) anos de gestão escolar e 25 anos no serviço público prestado ao Governo Estadual através da Secretaria da Educação e Cultura.

 




A entrevistada é formada em Licenciatura Plena em Psicologia e Pós-Graduação em Psicologia Escolar. Ao longo de sua trajetória como profissional da educação e da psicologia, participou de vários Congressos; Seminários; Treinamentos de Capacitação; Trabalhos Educativos e Sociais através da FEBEMAA; LBA; Secretaria da Educação do Estado da Paraíba; UNIPÊ; PMJP; UFPB, entre outras.

Realizou atividade como Diretora da Creche Santa Catarina; Diretora do Departamento de Cultura; Diretora do Bem Estar Social da Prefeitura de Cabedelo (hoje secretarias); Diretora Municipal do Folclore; Diretora da Escola Estadual José Guedes Cavalcanti e, atualmente exerce a Chefia da Casa dos Conselhos, pela Prefeitura Municipal de Cabedelo.

Questionada sobre as dificuldades encontradas na EEJGC para a realização de um trabalho educativo em Cabedelo, ela afirmou que: “Quando assumiu o cargo de professora em 1984 e três anos depois a direção geral da escola em 1987, apesar dos méritos e empenhos da ex-diretora, a professora Lindinalva Bezerra da Silva, assumiu a escola com graves dificuldades, a exemplo, a infraestrutura no prédio da escola totalmente comprometido, precisando urgentemente de uma reforma como pintura, retelhamento, inclusive com troca de madeiramento; problemas nas instalações elétricas, hidráulica, sanitários danificados e problemas nas caixas d’água; problemas de alagamentos entre os blocos e pátios internos, frente, fundo e laterais da escola, com muita água poluída acumulada nos pátios internos; problema com a segurança da escola e falta de vigilante”.



(Situação da Sala de Aula)
 
Na época, muitos vândalos tinham acesso à área interna da escola porque existiam grandes buracos nos muros criados pela comunidade, pois várias partes do muro estavam caídas, o que facilitava o acesso de maus elementos à escola para praticar seus vícios e danificar o patrimônio. Devido ao estado de conservação do prédio e dos muros, até os animais como, vacas, cavalos, jumentos, cabras, entravam constantemente, às vezes eram levados até por moradores do entorno para pastar no pátio interno da escola. (Na foto abaixo onde tem o muro destruído, hoje fica o portão que dar acesso ao ginásio da escola).


(Muros destruídos pela comunidade)



Certa vez, em razão das águas empossadas no pátio da escola, uma funcionária da equipe de apoio, Dona Elinor, (Nô), digna servidora já idosa, mãe do ex-vereador Nel Ferreira, respeitada e muito querida por todos foi hospitalizada por ser acometida de infecção nas pernas devido às águas infectadas da escola. Se caso chegasse à escola uma fiscalização por parte da vigilância sanitária, era caso de fechamento por motivos de saúde pública.


(Água acumulada no pátio da escola)
 
Outro problema enfrentado pela nossa gestão foi à falta de material permanente adequado, tais como: carteiras, bureaux, quadros de giz novos ou restaurados, ventiladores, fogão industrial, geladeira nova, etc. Que foi uma luta constante nossa para conseguir os referidos materiais de expediente para atividades da secretaria da escola e para professores e alunado;
 

Em nossa gestão, os cursos de Técnicas Industriais e Comerciais já estavam com as suas atividades paralisadas, por decisão da Secretaria da Educação do Estado e os professores em outras atividades na escola, gerando insatisfações para os pais, alunos e até professores;

 
Vivemos um período de conflitos, insatisfações, desgastes, frustrações, relações interpessoais e didáticas falhas no processo do ensino-aprendizagem, greves, faltam de estímulos entre os professores e alunos, funcionários e diretoria da EEJGC, mas sobrevivemos a todas essas turbulências, isso é o que importa.

 
As atividades culturais da escola como, a Banda de Música Marcial, e as atividades de arte educação, como Artes Plásticas, Arte Cênica e Música estavam desestruturadas, com exceção dos Grupos Folclóricos, Boi Bumbá, coordenado pelas digníssimas professoras, Evilásia de Souza Lourenço e Lourdes Paiva, que trabalhavam com dificuldades, sem espaço adequado para seus ensaios.
 
Ressaltou que, na gestão anterior, havia acontecido uma festa (Baile) na escola com o objetivo de angariar fundos para reestruturar a Banda, e assim foram adquiridos 13 instrumentos musicais onde se deu início a um trabalho de estruturar a Banda Marcial da escola.

 
Encontrou professores de Educação Física desestimulados por não ter espaço adequado para realizar as suas atividades, os quais cobravam uma sala para guardarem os seus materiais e ainda espaço para melhor avaliar seus alunos nas atividades desenvolvidas; que faltavam apoio e incentivo do Governo Estadual para a realização das atividades esportivas, onde muitas vezes professores e alunos gastavam do próprio bolso para poder manter a escola nos jogos estaduais e intermunicipais, a exemplo, campeonato, olimpíada, etc.


(Atividades Culturais realizada na escola)
 
 
Questionada sobre o que considerava positivo para a educação de Cabedelo durante o período de sua gestão? Afirmou que: “Tomei uma postura apolítica, mesmo tendo as minhas preferências e sendo filiada ao Partido do PMDB desde 1986, eu evitava manifestá-la publicamente, para assim apaziguar os ânimos das "n" grupos de políticas partidárias e representantes sindicais muito fortes existentes na escola na época, fontes de grandes conflitos. Busquei assim merecer a confiança dos professores, alunos e funcionários, cativando-os através do respeito, agindo com sinceridade, senso de justiça, misericórdia e prudência. Sei também que falhei algumas vezes, quando o meu coração foi maior que a razão. Mas, nunca me arrependo de ouvi-lo.”.


Relatou que, diante da situação caótica que encontrou a escola, de imediato formou uma comissão: Dela faziam parte representação dos professores, um vereador simpático ao poder político estadual na época, representantes dos pais e dos alunos, o Secretário de Obras e Infraestrutura do município de Cabedelo, Dr. Osvaldo da Costa Carvalho. Marcamos audiência e fomos todos nós ao Secretário Estadual da Educação, urgentemente, comunicar e mostrar com fotos a urgência de uma reforma e restaurações da EEJGC, a necessidade da suspensão das aulas de imediato, o mais breve possível.

O Exmº. Senhor Secretário da Educação Prof. Rui Gomes Dantas, nos ouviu atentamente e enviou engenheiros e demais técnicos da COTESE, para avaliação e início da primeira de duas reformas e restauração daquela escola em nossa gestão. Combinavam tudo conosco em equipe, onde estávamos vigilantes e conscientes sobre as reais necessidades prementes, e ouvia as sugestões da comissão, adequando-os a verba disponibilizada pelo Estado. A participação do engenheiro civil e professor, Dr. Osvaldo da Costa Carvalho, o vereador Fernando Macedo, o prof. José Marques, prof. Alberto Magno, professoras Inês Patriota e Regina Cely, e outros dignos companheiros daquela escola, foram de grande importância na busca por reestruturação da infraestrutura da EEJGC, além dos seus empenhos em salas de aula. A escola ficou inativa por alguns meses, pois foi preciso muito aterro, muros fechando os blocos para dar mais segurança à escola, instalação e melhoramentos de portas e janelas em todo o prédio, portões no muro da frente e no terraço de acesso às demais dependências da escola, consertos dos sistemas elétricos e hidráulicos, sala para os professores de educação física fechando os blocos dos WCs com as salas de aulas do lado sul, melhoramentos da parte hidráulica da cozinha, despensa, os WCs todos restaurados com pinturas, etc.


(Sanitários precisando de reformas)
 

Perguntado sobre as atividades educacionais, culturais, esportivas e/ou cívicas que aconteceram durante a sua gestão que merecem destaque, a diretora Rosileide Farias relatou:


1)        A revitalização da Banda Marcial da EEJGC. Pois ao assumir a escola no mês de Junho, logo convidou antigos alunos, veteranos da Banda Marcial para junto com novos alunos dinamizarem a banda e começar os ensaios para o desfile cívico do 7 de Setembro de 1988, já que a banda tinha instrumentos musicais novos comprados pela gestão anterior e outros doados por professores e demais membros da comunidade;


2)        A reestruturação da Biblioteca da escola funcionando nos 03 turnos todos os dias. Para isso foram remanejados funcionários de acordo com as suas disponibilidades de horários, para que assim a escola prestasse um bom serviço de pesquisa aos nossos alunos através da Biblioteca;

 
3)        Melhores empenhos nas atividades de Educação Física, onde nossos alunos saíram vencedores em campeonato no DEDE em JP, sob o empenho de excelentes professores a exemplo dos Professores, Clemilton Gomes, Luisinho, Zeilda, Otávio Cornélio Júnior (In-memoriam), Maria Eugênia e outros.


4)        Apoio ao Grupo de dança parafolclórica “Bumba meu Boi” coordenado pelas professoras: Evilásia Lourenço e Lurdes Paiva, acrescido das belíssimas atividades cênicas de teatro, que também foi montado com alunos da escola que tiveram a oportunidade de atuarem nas peças teatrais: O Consertador de Brinquedos, dirigido pelo professor Tadeu Patrício; O que fazer pela Flor, dirigida pela professora Lurdes Paiva e o apoio do ator Sérgio Lima, cujo espetáculo recebeu a orientação musical da professora Marieta Rezende e o apoio dos irmãos Mônica Costa e Roosevelt Costa (In-memoriam), inclusive com participação no elenco. O Grupo de Teatro do Guedes representou a escola em alguns festivais, a exemplo, o Festival Estudantil promovido pelo Teatro Lima Penante pertencente a UFPB; o Festival de Teatro Infanto-Juvenil promovido pela Funesc que aconteceu no Theatro Santa Rosa e participou do I Festival de Artes que aconteceu em Cajazeiras/PB sobre o comando professor Tadeu Patrício.

 
5)        Sempre que havia espaço para apresentações de atividades da EEJGC, em público ou interna, a exemplo de Gincana escolar, desfiles, manifestação pública, o caso do navio que queria descarregar lixo radioativo na Paraíba, etc, a escola sempre estava presente com alunos e seus professores;
 

6)        Tentamos reativar a sala de aulas das Técnicas Industriais e Comerciais, cujos professores interessados eram Dr. Francisco de Oliveira (In-memoriam) e a professora Ivonete, mas os órgãos competentes da Secretaria da Educação do Estado afirmaram não haver recursos para manutenção das máquinas, impossibilitando o processo. Anos depois na gestão seguinte vieram buscar as máquinas para outra escola em João Pessoa/PB, e as levaram. 

7)        Buscamos promover atividades festivas para levantar recursos para a escola, além de pequenas reuniões, encontros descontraídos e realização de atividades culturais nas datas comemorativas, a exemplo, dia das mães, dos pais, do estudante com o objetivo de promover a integração social entre alunos, professores e demais funcionários;

 
Disse que, durante a sua gestão, alguns professores que moravam em João Pessoa, pediram transferência para escolas estaduais da capital e de outras cidades, pois haviam encontrados vagas em escolas nas proximidades onde moravam. Apesar de lamentar a perda desses professores, ficarmos sem esses excelentes profissionais, mas não achamos justo impedi-los ou dificultar a sua saída da instituição, mas sim, facilitar o processo em seu benefício, diante do quadro econômico que atinge á todos os profissionais da educação. E logo após, pedimos de imediato ao Estado, mais professores para substituição das vagas disponíveis!


Foram transferidos para capital João Pessoa, em períodos diferentes, os professores: Irene, José Cordeiro (Zenito), Loide, Camilo (Léo), João Miguel (Joca), Luzia, Edmundo, Bomfilho, Pedro Falcão (In-memoriam), Dulce, etc. Já a professora Valdete Cardoso (In- memoriam), se afastou da escola por ter conseguido a sua justa aposentadoria.


Depois chegaram à escola no período de nossa gestão, os professores, Eliana Félix e Sérgio Brito (Educação Artística); Valdenice Cardoso (Português); Jorge Maia (Matemática), entre outros dignos educadores e amáveis pessoas de bom trato com o alunado e o seu papel como profissional. Por fim, gostaria de registrar o apoio das Adjuntas desde Dra. Aleginalda Maciel, Enilda Cléia Guedes, Mauricéa Ferreira Barbosa e Lúcia Maria do Nascimento Araújo, como valorosas companheiras durante a nossa gestão da EEJGC.

 
Não poderia deixar de destacar a valorosa contribuição dos amigos e bibliotecários muito responsáveis com as suas atividades, o Pastor Francisco e Inocêncio. Devido à organização da biblioteca e a sua utilização para a escola, a mesma passou a ser aberta nos 03 (três) turnos. Sendo. Por fim, destacando o apoio do funcionário Luiz Carlos Régis e Ivonete junto a nossa gestão.

 
Questionada sobre as razões de sua saída da direção da EEJGC, a professora Roseleide Farias, relatou que: “Após os cinco anos de gestão e todo um trabalho social, educativo e cultural ao longo dos anos, desde a FEBEMAA, Diretoria de Creche Santa Catarina, Diretora da EEJGC, que tenho a consciência de ter feito um bom trabalho, mesmo com algumas falhas humanas, pois não é fácil administrar uma instituição deste porte. Durante a nossa gestão, a EEJGC chegou a matricular cerca de 1.500 alunos, ter mais de 100 (cem) servidores, obter duas grandes reformas e restaurações, equipamentos para salas de aulas, secretaria, biblioteca, sala par experiência de laboratório, sala para atividades do grêmio estudantil, cozinhas, banheiros (WC), etc. Vendo a escola tão bonita, tudo caminhando bem, cometi a leviandade de achar que teria oportunidades políticas, e cometi o erro de pedir exoneração para poder sair candidata à vereadora pelo PMDB, perdendo a oportunidade de administrar de forma mais tranquila e democrática, um colégio praticamente novo. Perdi a eleição e a gestão da escola! O PMDB na época cruzou os braços, mesmo eu sendo filiada ao partido! Talvez eu não fosse uma imagem muito carismática ao movimento partidário, pois eu era amiga de muitos, independente dos partidos políticos que militavam em Cabedeo! Após a perda na campanha e o não retorno à gestão, fiz questão de retornar como professora na mesma escola, consciente da minha verdadeira missão, e mesmo que me tenham oferecido transferência da escola, eu rejeitei, porque sabia que poderia continuar contribuindo com a educação de Cabedelo, através da minha experiência como educadora na escola”.


(O mais importante SER da escola, nossos alunos)
 
Perguntada, qual a importância que tem a EEJGC para a educação de Cabedelo? Disse: “Tem enorme importância para Cabedelo, tanto pela sua grande infraestrutura, sua história, um símbolo de luta e perseveranças, vitórias nos ideais de honrados cabedelenses, quanto pelos abnegados educadores e os demais servidores públicos que já deram a sua grande contribuição humana e profissional, e outros ainda façam parte deste honorável educandário!”

 
Os problemas da EEJGC, seja no passado, presente ou futuro, são frutos e falhas de um sistema educativo, cultural e social capengas, de norte ao sul do Brasil! Para os mais leigos, torna-se mais fácil ficar naquele eterno pingue pongue querendo achar um culpado.  Isto é uma postura muito pobre! Falta de consciência política e social! Precisamos tirar as vendas dos olhos! Cada um de nós, servidores públicos, seja do diretor à equipe de apoio, os pais e os alunos mais estruturados, bem formados, sabemos e sentimos "o sapato onde aperta", e por isso não podemos perder as esperanças! Sabem-se a origem do mal, que é a falta de melhor estrutura educacional no sistema de ensino, devemos nos unir e corrermos atrás, cobrar aos setores competentes, em união e força, com ações junto à comunidade escolar, através do diálogo e ações! Nenhum gestor consegue administrar sozinho, sem ouvir, conscientizar-se; pois só assim conseguirá planejar ações conscientes, férteis e firmes! Povo e gestores públicos juntos! Por isso são tão importantes as instituições representativas do povo e as ações comunitárias, que infelizmente ás vezes serve para interesses pessoais e mesquinhos de alguns, que as usam como trampolins políticos e interesses de ascensão social e política! Cabe aos cidadãos (ãs) ficarem espertos, participarem, reivindicarem o que lhes é de direito. Usarem do senso de justiça para com aqueles que merecem o apoio, a confiança e a força do povo, e serem atentos na prudência e na malícia para com a astúcia de alguns!

 
As instituições além de estruturarem-se, precisam conservar a humildade, senso de humanidade, conhecimentos, responsabilidades, inteligência, possibilidades de erros e acertos, adquirir consciência da nossa força e também fragilidades diante do poder dos sistemas governamentais e políticos do país, a morosidade da justiça, etc. Não perder a capacidade do diálogo, a diplomacia, também a misericórdia, pois nada se consegue com ódios e revanchismos, desrespeitos, orgulho e prepotência. E traçar metas, ações, participação. Agir com imprudência, paixões por bandeiras que não sejam o “Bem Comum”, muitas vezes é “meter a mão em cumbuca”, criar contendas desnecessárias, e não ter consciência das nossas próprias limitações! E o povo através dessas instituições, paga alto preço. As ONGs e demais instituições ficam falidas, desconsideradas, apagadas, extintas, quando nos perdemos nos rumos destas ações.

 
No caso EEJGC, mesmo quando a mesma estava com os seus muros ao chão, diante de situação momentaneamente triste, lúgubre, na década de 1990, ali se encontrava seres humanos guerreiros, valiosos, iluminados pela bondade, compreensão, boa vontade, exemplos de carinho e respeito para com os alunos, e não perderam a Fé e a Força da busca por tempos melhores. Muitos alunos do ensino médio faziam mutirão para executarem serviços na escola, durante os finais de semana, enquanto a reforma não chegava. União de forças pelo bem comum, isso é o que de mais importantes existe!

No quadro abaixo estão relacionados os professores e funcionários que prestaram seus relevantes serviços durantes o período em que Roseleide Santana de Farias foi à Diretora Geral da EEJGC:
 

Português
Irene, Clesilda, Angelita Teixeira, Loide, Ivone Matos, Ana Luíza Feitosa, Wilma Cunha e Lídia;
Inglês
Telma Jorge (In-memoriam), Camilo (Léo), João Miguel, e Maria José;
Educação Artística
Evilásia Lourenço, Lourdes Paiva, Marieta Resende e Sérgio Brito;
História
Genésia, Maurilena Cavalcante, Luzia, Agostinho, José Marques de Brito, Maria José (Zeza) e Maria das Neves;
Geografia
Batista, Luzia, Regina Celi e Maria Regina;
Sociologia
Valdete Cardoso (In-memoriam);
Ciências
Inês, José Roque, Dulce, Roseleide Farias e Alberto Magno;
Matemática
José Cordeiro (Zenito); Cornélio, Edmundo, Bomfilho, Renato, Adalberto Oliveira, Fernando e Antonio Pedro;
Biologia
José Francisco Régis, José Roque e Alberto Magno;
Física
Lucas, José Carlos, Jaelson, e Adalberto;
Química
Pedro Falcão e Magali Venâncio;
Educação Física
Galdino, Clemildo Gomes, Haildelene, Zeilda, Maria Eugênia e Maria Dinalva;
Arte Industrial
Ronaldo Pedro, Jaelson Lima, Antonio Pedro, Walmarques, Marcelo Monteiro e Carlos;
Técnica Comercial
Zilda, Socorro e Francisco de Oliveira;
Biblioteca
Pastor Francisco;
Secretaria
Fernanda Gomes, Eloísa, Miriam Tereza, Carmonisa, Helena, Vicentina, Esdras, Almerita (In-memoriam), Sandra, Severino, Tércio Dornelas, Edilson, Luiz Carlos Régis, Eutímio Pinto Ramalho, Gisélia e Otávio Cornélio;
Auxiliar de Serviço
Severo, Pedro Alcântara, Avani, Nazaré, D. Engrácia, Antônio, Arnaldo, Mário, Sr. Lopes e Elinor;
Merendeiras
Elisa, Maria das Dores e Sebastiana, este funcionários cedidos gentilmente pela Prefeitura Municipal de Cabedelo.

 
Perguntado, que mensagem daria sobre a comemoração dos 50 anos da Escola Estadual José Guedes Cavalcanti? Disse: “Que o Sagrado Coração de Jesus, nosso padroeiro, abençoe á todos que por ali passaram e os que nela ainda estão: professores, alunos, diretores, demais servidores e os pais, vizinhança, que na escola sempre depositaram as suas esperanças de um futuro melhor em suas vidas, em nossa querida cidade”. Pois a EEJGC é uma digna e nobre instituição!  Apesar das dificuldades que afligem à educação brasileira, o seu corpo docente e discente, devem continuar altaneiros v como os coqueiros de nossa bela Cabedelo! 

 
 “Deus te abençoe, Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, José Guedes Cavalcanti!”


Entrevista com a Professora e Ex-Diretora Roseleide Santana de Farias.

 
Cabedelo/PB, 08 de Outubro de 2012

 
Editor: Tadeu Patrício, educador.


AS FOTOS POSTADAS ABAIXO FORAM DO DESFILE DO 7 DE SETEMBRO DE 1991.


(Equipe de Portas Bandeiras: Paraíba - Brasil - Município)


(Liberdade, Iguldade e Fraternidade)
Ideais necessário à vida sem isto a paz é impossível!

 

(Sociedade das Crianças Mortais)

 
(Pilotão que cantava o refrão: deixe-me viver, deixe-me falar,
deixei-me crescer, deixe-me organizar).
 
(Na camisa do aluno uma frase dizia: Libertar o homem prisioneiro de si mesmo, é necessário!)




(O Grito dos Excluídos da Sociedade Brasileira)

(Pilotão que mostrava a riqueza do nosso artesanato e a cultura popular de Cabedelo)

 
(Pilotão representando as entidades culturais que lutaram
na defesa e preservação da Fortaleza de Santa Catarina)
(AACC - FFSC - GTAAB)

 

(Pilotão que mostrava o encanto da nossa fauna marinha)




(A Diretora Roseleide Farias recebendo o troféu de participação
da escola no desfile cívico).



Observação: Deixe sem comentário para valorização da história da 50 anos da EEJGC.







 


 

 

 

 

 

2 comentários:

  1. Amiga Roseleide Farias,

    Não venho aqui desvalorizar nenhum trabalho até então apresentado nos desfiles cívico de Cabedelo. Mas nenhuma diretora escolar de Cabedelo até então teve a coragem de colocar na rua uma reflexão tão autêntica dos problemas da sociedade. Esta festa do povo não é para contar mentiras de uma educação falida. Está parecendo muito mais um "espetáculo carnavalesco mal organizado" com direito a desfile de Rei Corrupto e tudo mais... do que um exercício da cidadania através da educação. Até quando a verdade da educação brasileira, estadual e municipal será escondida do povo? Chega de hipocrisia senhoras e senhores educadores!

    Você foi feliz em abordar no desfile cívico o fazer pensar de um povo oprimido e excluído da sociedade e do poder! Afinal, por que o 7 de Setembro tem que ser uma “festa colorida” com investimentos muitas vezes sacrificando o orçamento dos pais e, de candidatos a vereadores, quando nossos alunos são incentivados a pedir tal ajuda ainda com a velha prática de pires na mão. E o candidato colabora mesmo sabendo que será enganado por essa gente. O povo precisa ser encorajado a gritar, a refletir seus problemas. O 7 de Setembro é um espaço para a revolução do pensamento crítico e inteligente!

    Valeu professora Roseleide pela coragem de questionar em praça pública temas como, a injustiça social, a violência, a falta de respeito ao ser humano e suas instituições, entre outros. Por isso minha estimada amiga, você sempre esteve certa em ser tão audaciosa. E certamente por isso minha amiga, os maus políticos de sua terra amada que não sabe ser vencida, não permitiram a sua continuação na direção da Escola Estadual José Guedes Cavalcanti. Portanto, companheira você pagou um preço alto, sonhos que foram interrompidos. Encerro, tirando o meu chapéu para a educadora que você acreditar ser. Aceite meu desabafo, pois te adoro. Bjs. E ai!

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  2. Aplausos querida professora, vejo que o abandono das escolas públicas vem de muito tempo, os problemas são os mesmos, o que muda é só o endereço, as escolas matriculam ,mas não garantem permanência, falta responsabilidade dos nossos governantes, que responsabilizam a Direção por não ter conseguido fazer milagre com seu próprio salário para manter a escola, aí ordena fechamento ou presenteia com um lindo prédio enche de aluno e não dá segurança,equipe pedagógica para uma boa qualidade de ensino. O que vemos é vergonhoso, a politicagem interferindo na administração escolar, manipulando funcionários, admitindo pessoas sem qualificação para garantir votos ou demite os qualificados por não trocar favores. Até quando meu povo seremos marionetes nas mãos desses interesseiros? Quando teremos povo consciente? Quando teremos uma escola digna, pronta para educar? Todo educador deveria passar por uma gestão, só assim entenderia todo funcionamento de uma escola, o descaso de quem tem obrigação de fazer e não faz, garanto que a classe estaria mais unida na luta por melhoria. Roseleide , parabéns,me vi no seu depoimento, o importante é que lutamos.. Você é um exemplo de garra, competência, sabedoria... Tadeu esqueceu de citar que você presidiu a SCEP( Sociedade Cabedelense de Escritores e Poetas) com seu talento e carisma. Um forte abraço!!

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