sábado, 7 de julho de 2012

V CAPÍTULO - DÉCADA DE 60 LUIZ GONZAGA COMENTA DEIXAR DE CANTAR O BAIÃO. Saiba por que?


     Neste capítulo trataremos fatos ocorridos na década de 60 para que os admiradores de Luiz Gonzaga possam reviver estes momentos do Rei do Baião com a sua belíssima história de vida e matar a saudade quando ouvir no vídeo abaixo, Luiz Gonzaga a voz que acalentava toda tristeza dos retirantes nordestinos na toada a Triste Partida.

 
Dona Santana, mãe de Luiz Gonzaga.



            Ao amanhecer do dia 11 de junho de 1960, no Rio de Janeiro, morre Dona Santana, mãe de Luiz Gonzaga, com a doença de chagas.
Dona Santana e Luiz Gonzaga - 1960.

            A partir de então Luiz Gonzaga começa entrar em depressão e a ficar esquecido dos meios de comunicações, e faz um desabafo ao companheiro Dominguinhos: “Eu vou parar de cantar baião, pois ninguém dá mais a mínima atenção pra minha música. Vou comprar um baixo pra você tocar, eu toco violão e a gente sai por ai fazendo bailes.”


Luiz Gonzaga e Dominguinhos.


            Somente anos depois que Dominguinhos comentou sobre este desabafo de Gonzaga: “aquilo foi só um desabafo, pois Gonzaga continuou compondo baião até o final de sua vida”.

 
Dominguinhos.

Segundo Dominguinhos naquele ano após a morte de sua mãe, dona Santana, Luiz Gonzaga estava muito dividido entre a música e a saúde do Pai, pois Seu Januário morava sozinho no Araripe/PE, por isso viajava sempre para o Nordeste para ficar junto do “Pai Januário”.

Januário e seu Fole de 8 Baixos.
No dia 05 de novembro de 1960, Seu Januário casa-se com Dona Maria Raimunda de Jesus, cuja celebração foi realizada por Padre Mariano. Aos 72 anos o “Vovô do Baião” demonstrava sua fé e o respeito a Igreja, testemunhando seu segundo matrimônio.
Januário aos 80 anos de idade.
Em 1961, Gonzaguinha já estava com 16 anos, passou então a morar com o pai. Nesse ano, Luiz Gonzaga entra para a maçonaria. Ele compõe com Lourival Passos a música Alvorada da Paz, em homenagem a Jânio Quadros que renunciou, sete meses após assumir a Presidência da República.
Luiz Gonzaga e outros irmãos da maçonária
 
Desfile Civico.
 
No dia 12 de março de 1962, nasce um bebê que é adotado por Seu Januário e Dona Maria Raimunda com 03 dias de nascido. Seu Januário fez questão de registrar o menino como filho legítimo, e coloca o nome de João Batista Januário. Hoje continua morando em Exu e honrando o nome da Família Januário.
Em 1962, a parceria da dupla (Gonzaga e Zé Dantas), se desfaz por ocasião do falecimento de Zé Dantas.

Compositor Zé Dantas
Em 1963, o REI DO BAIÃO gravou A MORTE DO VAQUEIRO, uma homenagem a seu primo Raimundo Jacó “morto covardemente” no município de Serrita, sertão pernambucano.
Missa do Vaqueiro


OBSERVAÇÃO: Assista o vídeo abaixo, Luiz Gonzaga e Quinteto Violado cantando a música
a Morte do Vaqueiro.



Este  mesmo ano Luiz Gonzaga foi surpreendido com o roubo que fizeram de sua sanfona e conhece o poeta cearense PATATIVA DO ASSARÉ, de quem grava em 1964 a música A TRISTE PARTIDA.
Patativa do Assaré



Observação: Assista abaixo o vídeo da música a Triste Partida.

Em 1964, Luiz Gonzaga faz uma homenagem a Sanfona Branca roubada, com a música SANFONA DO POVO.
Sanfona Bramca de Luiz Gonzaga rouba em 1964.
Em 1966, o paraibano Sinval Sá, lançou o livro "O Sanfoneiro do Riacho da Brígida, Vida e Andanças de Luiz Gonzaga – Rei do Baião", pela editora, A FORTALEZA.     
O livro intitulado: Luiz Gonzaga – “O Sanfoneiro do Riacho da Brígida”, do escritor paraibano Sinval Sá da cidade de Conceição do Piancó, que já está com mais de 90 anos, fez um trabalho maravilhoso narrando “causos” do “mestre Lua”, durante toda a sua trajetória, além disso, no referido livro encontramos letras de vários sucessos que estão na boca do povo e até hoje são lembrados e regravados por cantores da nova geração.
No ano de 1968, o compositor, apresentador de televisão e versionesta Carlos Imperial espalhou no Rio de Janeiro que THE BEATLES acabara de gravar a música ASA BRANCA, mas foi só brincadeira, THE BEATLES não gravaram e o sucesso de Gonzaga começou a voltar na década de 70.        
Carlos Imperial

2 comentários:

  1. Parabéns Tadeu por nos oferecer a possibilidade de ter no seu blog uma fonte de pesquisa na área da cultura popular. Estou divulgando o mesmo entre meus alunos de pós-graduação que são supervisores e gestores escolares no EF e Médio.

    Fernando Abath Cananéa
    Pedagogo; agente cultural nessa sofrida Paraíba.

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  2. obrigador professor ficou muito bom mesmo,só tem que corrigir umas palavras que ficaram errada, que estão abaixo da sanfona roubada de Luiz Gonzaga.

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